
possível não cumprimento de meta fiscal do governo defendida por deputado do Podemos e prefeito de Cairu rebate
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A fala do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que preferiu não revelar a meta fiscal do governo federal, repercutiu entre os convidados do PodIb, o podcast do Informe Baiano, nesta segunda-feira (30/10). O deputado federal Raimundo Costa (Podemos), que compõe a base governista, defendeu as decisões econômicas ao passo que o prefeito de Cairu, Heldécio Meireles (União Brasil), não concordava.
O gestor municipal foi taxativo: “você não pode gastar mais do que você arrecada. Não é fácil, mas é a regra’, afirmou. O representante do Podemos salientou que existem exceções.
“Em tese, é o que você faz na sua economia em casa. […], mas nem sempre você consegue fazer isso. Às vezes você tem que gastar mais, por questões de saúde ou outras coisas que não estavam previstas’, argumentou.
Para o parlamentar, é plausível não atingir os números pré-estabelecidos para garantir as políticas públicas. “É claro que você tem que cumprir metas, mas você não pode deixar as políticas sociais, as populações pobres, [deixar de] levar recursos àqueles que mais precisam porque a economia não consegue atingir o que nós queríamos. Você não pode equilibrar a economia e você aumentar a desigualdade”, justificou.
Para finalizar, disse que a “prioridade para mim é colocar comida na mesa de quem precisa”, ao que foi logo respondido pelo democrata: “ai você tira do outro lugar”, sugeriu. ” O cobertor é curto”, respondeu o deputado.
Outra questão polêmica levantada foi o número de ministérios do atual governo em relação ao anterior. Enquanto Hildécio defendeu a linha de que esses locais são ‘cabides de emprego’, Raimundo trouxe outra defesa.
“Quanto mais ministério tiver, acho mais representatividade ao povo brasileiro. Se você tem 3 trilhões de orçamento e você tem um ministério, qual a diferença de ter 3 trilhões e 20 ministérios? A diferença será a divisão. Esse país é gigantesco e precisa ser olhado de várias formas”, sustentou.
Para garantir o colega de entrevista, citou o Ministério da Pesca e da Agricultura, considerando-o um investimento. Em seu olhar, o pescador de cidades como a própria Cairu precisam de apoio para compras de redes e canoas, então, para resguardar esse direito, seria necessário um ministério que se ocupasse da função.
“Eu concordo plenamente que os recursos da área social tem que ser garantidos, colocar comida na mesa do que mais precisam. Mas estamos vemos cortes no bolsa família, por exemplo”, indagou Hildécio. Na edição anterior do PodIB, o prefeito de Adustina, Paulo Sérgio, revelou que cerca de mil beneficiários foram cortados na sua cidade.
O prefeito de Cairu ainda citou o que considera “problemas de caixa” do governo, como atraso no pagamento. Para finalizar, Raimundo citou as guerras Ucrânia x Rússia e Israel x Gaza como um dos problemas que têm afetado a economia e concordou que, com a arrecadação em queda, é preciso reprogramar as verbas.



