Economia

SELIC EM 13.75%: ARCABOUÇO FISCAL NÃO GARANTE QUEDA DA INFLAÇÃO E BC MANDA RECADO DIRETO AO GOVERNO

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A manutenção da taxa básica de juros do Brasil em 13.75%, feita pelo Banco Mediano, foi uma resposta direta ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O tórax fiscal sozinho não garante queda da inflação. O presidente do Banco Mediano, Roberto Campos Neto, manteve o tom sereno, mesmo depois das criticas do governo federalista e deixou três questões claras para a decisão do Copom.

Confira aquém os três principais recados do Comitê de Política Monetária (Copom):

1) Tom mais lento, mas sem indicação de incisão

O Banco Mediano adotou um tom considerado mais lento no transmitido da decisão desta quarta-feira, mas não sinalizou que irá trinchar os juros na próxima reunião em junho. O BC voltou a falar em “paciência e serenidade” na meio da política monetária e, apesar de ter voltado a expressar que há risco de subida dos juros, esse cenário ficou “menos provável”:

“O Comitê segue vigilante, avaliando se a estratégia de manutenção da taxa básica de juros por período prolongado será capaz de testificar a convergência da inflação. O Comitê reforça que irá perseverar até que se consolide não somente o processo de desinflação porquê também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas”, diz o Enviado

Para Andrea Damico, sócia e economista-chefe da Armor Capital, ainda é um transmitido duro, seguindo a tradição das últimas reuniões, porém houve uma mudança “tímida” de tom, que começa a deixar a “porta um pouco oportunidade” para um movimento de queda de juros.— O BC mantém aquele trecho sobre não hesitar em retomar o ciclo de ajustes caso o processo de desinflação não transcorra porquê esperado. Porém, é ressaltado que esse é uma cenário menos provável. Ou seja, subir juros é menos provável — avalia.

2) Busto fiscal não garante queda imediata dos juros

Esta foi a primeira decisão do Copom em seguida a divulgação do tórax fiscal pelo ministro da Quinta, Fernando Haddad. O Banco Mediano fez referência ao texto por três vezes. Primeiro, disse que, porquê ainda não foi votado, ainda não se sabe qual será o seu escorço final. Depois, afirmou que o tórax, por si só, diminui riscos, o que é positivo para a inflação. Por término, afirmou que “não existe relação mecânica” entre a aprovação do texto e a queda da Selic:

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“O Copom enfatiza que não há relação mecânica entre a convergência de inflação e a aprovação do tórax fiscal, e avalia que a desancoragem das expectativas de longo prazo eleva o dispêndio da desinflação necessária para atingir as metas estabelecidas pelo Recomendação Monetário Vernáculo. Nesse cenário, o Copom reafirma que conduzirá a política monetária necessária para o cumprimento das metas”, menciona o Enviado.

Marcelo Fonseca, economista-chefe do Opportunity Totalidade, identifica que há um reconhecimento da redução das incertezas sobre o estabilidade das contas públicas com a apresentação do regramento fiscal, e, em paralelo, sinalização do BC sobre a urgência da versão final do texto gerar impacto positivo nas projeções. — Ou seja, o Copom deixa simples ser necessário que as expectativas de inflação sejam positivamente impactadas pelo novo tórax para que oriente tenha um impacto na definição da Selic — avalia Fonseca.

Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, analisa que Banco Mediano não sinalizou de “nenhuma forma” incisão nos juros, mas ele entende que há possibilidade de redução na próxima reunião, que ocorrerá dia 21 de junho. — A nossa expectativa é que a próxima decisão será pautada por uma atividade econômica em ritmo mais lento, a convergência da inflação prospectiva para o núcleo da meta em ritmo mais adequado, além de menores ruídos da política fiscal. Dessa forma, a Austin Rating projeta que o colegiado votará pela redução da taxa Selic em 0,50 ponto porcentual, estabelecendo o novo valor em 13,25% ao ano — afirma.

3) Ênfase nas ‘expectativas de inflação’

Embora a inflação manante esteja em queda, porquê vem mostrando o IBGE nas últimas divulgações do IPCA, o Banco Mediano mantém secção do seu foco nas expectativas de inflação. Segundo o Boletim Focus, que coleta as projeções do mercado financeiro, a projeção para o IPCA de 2024 está em 4,18%, supra dos 4,13% de um mês detrás. Mas se manteve sólido nas últimas duas semanas. O problema é que a meta de inflação para o ano que vem é de 3%:

Já as projeções de inflação do Copom, em seu cenário de referência de efeito da política monetária, consideram uma taxa de 5,8% em 2023 e 3,6% em 2024. Por outro lado, as projeções para a inflação de preços administrados são de 10,8% em 2023 e 5,2% em 2024.

— Entendo que o Enviado formaliza uma crédito no Ministério da Quinta (em relação ao fiscal). Por outro lado, o BC não está otimista com o processo de desinflação. Há resiliência na atividade e um proporção de desancoragem proeminente das expectativas de inflação. A sinalização é que o BC não pretende subir e nem reduzir os juros tão cedo — analisa Vitor Martello, economista-chefe da Parcitas Investimentos.

Em eventos públicos recentes, o presidente do Banco Mediano, Roberto Campos Neto, tem defendido a meio da política monetária e ressaltado que a luta contra a inflação não foi vencida e que o BC vai continuar sendo “persistente”. — O Copom segue indicando preocupação com a inflação manante ainda elevada, expectativas desancoradas e incertezas com o escorço final do tórax fiscal, é verosímil perceber que houve mudança de tom, ainda que marginal, no sentido de indicar que está havendo evolução em relação a esses temas — Werther Vervloet, economista da Ace Capital.

Natividade: O Orbe

Foto: Raphael Ribeiro/BCB

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