
VEJA O QUE FAZER COM SEUS INVESTIMENTOS DEPOIS DA SELIC COM A SELIC EM 13,75%
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A manutenção da taxa de juros em 13.75% feita pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Medial, economistas e estrategistas de investimentos aconselham aproveitar as altas taxas dos títulos atrelados à inflação e prefixados antes que elas caiam mais.
Com a expectativa de que a taxa Selic demore alguns meses para recuar, a renda fixa ainda é a indicação principal.
O Copom aumentou os juros a partir de abril de 2021, de 2% para 13,75% ao ano, para desaquecer a economia e com isso combater a subida generalizada dos preços. Todavia, o conforto na inflação e a desvalorização do dólar nas últimas semanas levaram o mercado a antecipar a previsão de primórdio do ciclo de cortes da taxa Selic para agosto ou setembro. No Boletim Focus mais recente, anterior ao encontro do Copom, a projeção do mercado para a inflação em 2023 aumentou pela quinta semana consecutiva, para 6,05%. A estimativa ficou supra da meta de inflação perseguida pelo Banco Medial neste ano, de 3,25%, com pausa de tolerância de 1,5 ponto percentual para insignificante ou para cima. Para 2024, a expectativa continuou em 4,18%, mais perto da meta de inflação no ano que vem, de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para insignificante ou para cima. Já as previsões para os juros se estabilizaram em 12,50% no término de 2023 e em 10% no final de 2024.
Aproveite os juros
A projeção de queda da taxa Selic foi embutida nos preços dos ativos e os juros oferecidos nos títulos atrelados à inflação e prefixados já diminuíram um pouco. Entretanto, os economistas e estrategistas de investimentos afirmam que eles não são zero desprezíveis e recomendam usufruir das belas taxas da renda fixa antes que elas recuem mais. Boa segmento deles sugere esperar para aumentar a fatia de renda variável.
“Estamos em um momento de digerir o que será antes de tomar risco, considerando as dúvidas em relação ao tórax fiscal. Ainda aconselhamos um direcionamento maior para a renda fixa, com taxas muito atrativas”, afirma Arley Junior, estrategista de Investimentos do Santander. “As ações estão descontadas, mas é difícil prezar o momento da viradela. Mesmo àqueles com perfil de risco, ainda indicamos alocar menos em bolsa com foco no longo prazo e aumentar vagarosamente quando houver mais transparência sobre o cenário”, diz.
Os títulos atrelados à inflação são consenso entre os economistas e estrategistas de investimentos porquê uma boa forma de investir no médio e longo prazo e se proteger da subida generalizada dos preços. Eles rendem uma taxa prefixada mais o IPCA, indicador de inflação solene do país.No Tesouro Direto, dá para descobrir esses ativos pagando até 6% ao ano mais IPCA, com datas de vencimento entre 2029 e 2045.
“Aumentamos a parcela dos títulos atrelados à inflação nas carteiras recomendadas, para 12% para os conservadores e 24% para os arrojados. Há oportunidades nas datas de vencimento intermediárias, em 2035. Preferimos não deter muito o período porque há muitas dúvidas no radar e a oscilação dos preços deles pode ser muito elevada”, afirma Junior.
Luis Barone, sócio e gestor da Galapagos Capital, acha que a inflação e os juros podem desabar mais do que o esperado. “Estamos enxergando a inflação desacelerando bastante e as commodities e o dólar caindo. Não vejo muito motivo para os juros não diminuírem e não ficaria surpreso se a Selic recuasse em junho. Acho que o Banco Medial está muito pessimista”, afirma.
Nesse envolvente, ele aconselha vender os títulos atrelados à inflação com data de vencimento mais curta e comprar os mesmos papéis com prazo mais longo, supra de 2027. É bom lembrar que os títulos atrelados à inflação e prefixados podem originar perdas em caso de moeda resgatado antes da data de vencimento. É por esse motivo que Barone contraindica a compra de títulos prefixados por pessoas físicas. Ele acha que a volatilidade nos preços desses papéis pode ser maior e que o risco deles gerarem prejuízo se sacados antes do término do prazo é muito grande.
No entanto, muitos profissionais recomendam comprar títulos prefixados neste momento, para aqueles que topam mantê-los até a data de vencimento. No Tesouro Direto, é verosímil encontrar papéis prefixados oferecendo 12% ao ano, com datas de vencimento entre 2026 e 2029.
Títulos prefixados bombando
Bruno Di Giacomo, encarregado de investimentos da Nero Capital, sugere que investidores com perfil de moderado a arrojado comprem Certificado de Repositório Bancário (CDBs) e Letras de Crédito do Agronegócio e Imobiliário (LCAs e LCIs) prefixados, com data de vencimento curta, ao volta de 2026. Alguns oferecem taxas na moradia dos 14% ao ano.
O risco de calote desses títulos emitidos por bancos é maior, mas até o limite de R$ 250 milénio por CPF por instituição financeira, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) devolve o moeda em caso de problema. Di Giacomo afirma que ainda hão há sinais suficientes para que a indicação de alocação majoritária em renda fixa mude. “Ainda não é hora de infligir mais em renda variável. Há muito prêmio para conquistar na renda fixa, um prato pleno para os investidores conservadores”, diz.
Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master e professor da FGV, avalia que títulos prefixados do Tesouro Direto com data de vencimento em 2026, que oferecem 12% ao ano, são um magnífico investimento, até melhores que os papéis atrelados à inflação. “Vejo o cenário de limitado prazo tranquilo, com o dólar sólido e o mundo desinflacionando. Acho que o risco de comprar títulos prefixados de datas de vencimento curtas é insignificante”, afirma. Nesse caso, o risco ao qual ele se refere é a taxa Selic ser maior do que a taxa prefixada no período do investimento e o investidor a deixar de lucrar estando recluso nesses papéis.
Gala acha que os CDBs prefixados só valem a pena quando oferecem taxas ao volta de 14% ao ano, com data de vencimento em 2026. Ele avalia que taxas aquém disso não compensam o risco de calote do banco. O economista-chefe do Banco Master ainda destaca que aqueles que não desejam decorrer o risco de perdas resgatando antes da data de vencimento podem comprar títulos atrelados à Selic. Até esse investimento “feijoeiro com arroz” oferece rendimentos bons atualmente, pensando no limitado prazo ou em quem não sabe quando vai sacar. Em relação às ações, Gala aconselha encetar a aumentar as compras vagarosamente. “É hora de encetar a comprar, mas não de montar a posição toda. Depois que o ciclo de galanteio de juros estiver simples para o mercado, os preços já estarão muito mais caros”, indica.
Manancial: Valor Investe
Foto: divulgação



