
Paulinho da Viola: entenda o cancro vasqueiro que acomete o cantor
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Em seguida passar por uma “indisposição”, o cantor e compositor Paulinho da Viola precisou cancelar o show que faria em Três Rios, no Rio de Janeiro, no último domingo, 30. Na madrugada, feita uma bateria de exames, o cantor e compositor foi diagnosticado com um tumor estromal gastrointestinal de tripa ténue e logo guiado para uma cirurgia para prevenir eventuais consequências de um sangramento estomacal.
De congraçamento com a equipe médica, a cirurgia foi bem-sucedida e o músico passa muito. Em seguida a retirada do tumor, o material passará por uma biópsia para averiguar se o tumor é benigno ou maligno. Paulinho segue internado na Clínica São Vicente, na Zona Sul do Rio.
GIST
O tumor estromal gastrointestinal (GIST, {sigla} em inglês para gastrointestinal stromal tumors) é um cancro que tem origem nas células de Cajal, presentes na parede dos órgãos de trato gastrointestinal. Em 60% dos casos ocorre no estômago e em 35% no tripa ténue, assim porquê, em casos mais especiais, no esôfago, cólon (tripa grosso), reto ou abdômen.
Vasqueiro, o GIST pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais generalidade a partir dos 60 anos. Não há estatísticas oficiais da moléstia no Brasil, mas é sabido que sua prevalência média esteja em torno de 2 a 2,5 casos novos por 100 milénio habitantes, o que representaria mais de 3 milénio casos anuais entre os brasileiros. Nos Estados Unidos, segundo a American Cancer Society, o número totalidade de casos de GIST diagnosticados no país anualmente varia de 4 milénio a 6 milénio.
Sombrio
A falta de mapeamento se dá, principalmente, por ser uma doença silenciosa. Os GISTs são frequentemente encontrados durante uma endoscopia ou tomografia computadorizada para uma requisito não relacionada com essa doença. Esses exames podem mostrar o tamanho do tumor, onde começou, se qualquer órgão ou tecido próximo está envolvido e se espalhou para outras partes do corpo.
Entretanto, a confirmação do diagnóstico é feita somente depois a biópsia, a partir da coleta de uma exemplar do tumor. Quando os pacientes com GIST apresentam sintomas porquê sangramento estomacal ou anemia, a doença já está mais avançada.
De congraçamento com o National Cancer Institute, dos Estados Unidos, quando a doença é diagnosticada em temporada inicial (restrita ao órgão de origem) a chance de trato (o paciente estar vivo cinco anos depois o tratamento) supera os 90%.
Tratamento
O principal tratamento dos GISTs é a ressecção cirúrgica completa – em outras palavras, a remoção do tumor –, sempre que verosímil com a preservação da integridade (que não se retire por partes) para prevenir a metástase dentro do abdômen por ruptura e extravasamento, conforme explica o cirurgião oncológico Héber Salvador, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica SBCO e titular de Cirurgia Abdominal do A.C. Camargo Cancer Center. “Esse desvelo é necessário, pois representa uma cirurgia oncológica segura para o paciente, com menor risco de deixar doença remanescente. Outrossim, reduz também a verosimilhança de recidiva (volta da doença)”, diz.
A cirurgia, em situações específicas, chega a ser o único tratamento. Na maioria dos casos, é seguida por um tratamento de três anos com uma terapia-alvo chamada imatinibe (inibidor da proteína tirosina quinase). A radioterapia é raramente indicada para tratar pacientes com GIST. Em alguns casos, o imatinibe pode ser feito na neoadjuvância, ou seja, antes da cirurgia, para reduzir o tamanho do tumor.
Causas e Sintomas
O GIST tem porquê principal razão uma mutação genética no gene Kit. Na maioria dos casos, essa mutação é somática, ou seja, acontece nas células que originam o tumor ao longo da vida do paciente. Em casos mais raros, essas mutações podem ser herdadas geneticamente, podendo inclusive ocorrer em outros genes, porquê na neurofibromatose tipo 1.
Embora inespecíficos, segundo o inventário para GIST do MD Anderson Cancer Center, além de sangramento estomacal, os sintomas que podem alertar para um GIST são anemia, problemas de pele, mal-estar universal, desconforto abdominal, inchaço ou plenitude abdominal (sensação de saciedade metódico), dor muscular ou hematomas que surgem facilmente. Ao apresentá-los, recomenda-se consultar um médico, que fará uma avaliação e poderá solicitar exames.
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