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MORADORES PARTICIPAM DE SIMULAÇÃO DE ROMPIMENTO DE BARRAGEM NO RECÔNCAVO

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Um tirocínio simulado, em Cascata, no Recôncavo baiano treinou os moradores em uma simulação no caso de rompimento da barregam de Pedra do Cavalo. As autoridades frisaram que não há problemas com a estrutura e que a ação foi unicamente preventiva. A Votorantim, empresa responsável pela usina hidrelétrica, fez um estudo sobre o impacto de um suposto rompimento. Três municípios seriam atingidos, além de Cascata, as cidades de São Félix e Maragogipe, e 40 milénio pessoas seriam afetadas. Um planejamento foi montado com 25 sirenes de alerta e 27 pontos de encontro. Neste domingo, às 10h, os alarmes tocaram e 1.548 moradores correram para a região combinada.

Eles contaram que nos últimos três meses as sirenes foram ligadas algumas vezes para teste e que equipes técnicas visitaram as casas com as orientações sobre a simulação. O fisioterapeuta José Teomas disse que a iniciativa é importante uma vez que forma de prevenção, mas reclamou da falta de acessibilidade da cidade e afirmou que isso seria um entrave para a evacuação às pressas.

O coordenador do Projecto de Ação de Emergência, Dejair Lima, explicou que no caso de um rompimento o tempo de salvamento depende da localização de cada morador, mas eles teriam, em média, entre 40 e 50 minutos para chegar a um dos locais combinados, e frisou que tudo fez segmento unicamente de um treinamento.

“Desde 2017 estamos trabalhando no projecto de ação de emergência envolvendo toda a resguardo social, tanto do estado uma vez que dos municípios. É um projecto extenso e a consideração de cada item, as rotas de fuga, os pontos de encontro, o volume de chuva, entre outros, foram dados que nos permitiram identificar a superfície de dilúvio”, explicou.

O próximo treinamento deverá ocorrer em até três anos e terá ajustes. Moradores relataram casos em que as sirenes não tocaram ou emitiram sons muito baixos, e reclamaram que as placas com as rotas de fuga precisam estar melhor posicionadas. O coordenador apenso da Resguardo Social da Bahia, Osny Bonfim, explicou que a simulação realizada pela Votorantim é uma exigência lítico que passou a vigorar depois as tragédias de Brumadinho e Mariana, ambas barragens de minério que ficavam em Minas Gerais e que romperam provocando mortes e ruína ambiental.

“No Brasil existe uma lei de segurança de barragens [de 2010] e a lei que instituiu a política pública de proteção e resguardo social, que é de 2012. No caso de barragens é necessário ter um projecto de ação emergencial que precisa ser revisado, e a lei determina a cada três anos, mas dependendo do empreendimento o prazo pode ser menor”, disse.

O coordenador não soube precisar quantas barragens existem na Bahia, mas afirmou que elas estão sendo monitoradas e que as simulações servem para treinar a população para situações emergenciais. O responsável pela segurança de Pedra do Cavalo, Elton Koba, contou que o monitoramento é feito diariamente e que o reservatório está com capacidade aquém do esperado para essa era do ano.

“É uma barragem projetada para atender fornecimento de chuva, controle de cheias e geração de força. Hoje, nós temos uma equipe que faz o monitoramento 24 horas por dia, e sete dias por semana. Ela abastece 60% de Salvador e municípios cá da região. A barragem está segura, seguimos todas as normas e estamos tranquilos”, frisou.

A última vez que as comportas de Pedra do Cavalo foram abertas foi em janeiro deste ano, durante tapume de 15 dias seguidos. Não houve incidentes. A partir de novembro ela volta a registrar altos volumes. Neste domingo, o secretário de Esportes de Cascata, Júlio César Sampaio, que também correu para um dos pontos de encontro, foi peremptório. “Esperamos que tudo continue muito”, afirmou. (Correio)

Crédito: Paula Fróes/ CORREIO

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