
MORADORES PARTICIPAM DE SIMULAÇÃO DE ROMPIMENTO DE BARRAGEM NO RECÔNCAVO
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Eles contaram que nos últimos três meses as sirenes foram ligadas algumas vezes para teste e que equipes técnicas visitaram as casas com as orientações sobre a simulação. O fisioterapeuta José Teomas disse que a iniciativa é importante uma vez que forma de prevenção, mas reclamou da falta de acessibilidade da cidade e afirmou que isso seria um entrave para a evacuação às pressas.
O coordenador do Projecto de Ação de Emergência, Dejair Lima, explicou que no caso de um rompimento o tempo de salvamento depende da localização de cada morador, mas eles teriam, em média, entre 40 e 50 minutos para chegar a um dos locais combinados, e frisou que tudo fez segmento unicamente de um treinamento.
“Desde 2017 estamos trabalhando no projecto de ação de emergência envolvendo toda a resguardo social, tanto do estado uma vez que dos municípios. É um projecto extenso e a consideração de cada item, as rotas de fuga, os pontos de encontro, o volume de chuva, entre outros, foram dados que nos permitiram identificar a superfície de dilúvio”, explicou.
O próximo treinamento deverá ocorrer em até três anos e terá ajustes. Moradores relataram casos em que as sirenes não tocaram ou emitiram sons muito baixos, e reclamaram que as placas com as rotas de fuga precisam estar melhor posicionadas. O coordenador apenso da Resguardo Social da Bahia, Osny Bonfim, explicou que a simulação realizada pela Votorantim é uma exigência lítico que passou a vigorar depois as tragédias de Brumadinho e Mariana, ambas barragens de minério que ficavam em Minas Gerais e que romperam provocando mortes e ruína ambiental.
“No Brasil existe uma lei de segurança de barragens [de 2010] e a lei que instituiu a política pública de proteção e resguardo social, que é de 2012. No caso de barragens é necessário ter um projecto de ação emergencial que precisa ser revisado, e a lei determina a cada três anos, mas dependendo do empreendimento o prazo pode ser menor”, disse.
O coordenador não soube precisar quantas barragens existem na Bahia, mas afirmou que elas estão sendo monitoradas e que as simulações servem para treinar a população para situações emergenciais. O responsável pela segurança de Pedra do Cavalo, Elton Koba, contou que o monitoramento é feito diariamente e que o reservatório está com capacidade aquém do esperado para essa era do ano.
“É uma barragem projetada para atender fornecimento de chuva, controle de cheias e geração de força. Hoje, nós temos uma equipe que faz o monitoramento 24 horas por dia, e sete dias por semana. Ela abastece 60% de Salvador e municípios cá da região. A barragem está segura, seguimos todas as normas e estamos tranquilos”, frisou.
A última vez que as comportas de Pedra do Cavalo foram abertas foi em janeiro deste ano, durante tapume de 15 dias seguidos. Não houve incidentes. A partir de novembro ela volta a registrar altos volumes. Neste domingo, o secretário de Esportes de Cascata, Júlio César Sampaio, que também correu para um dos pontos de encontro, foi peremptório. “Esperamos que tudo continue muito”, afirmou. (Correio)
Crédito: Paula Fróes/ CORREIO



