
Bradesco (BBDC4): com resultado fraco e recuperação da rentabilidade adiada, ações têm possante queda na Bolsa
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O banco registrou lucro recorrente de R$ 4,5 bilhões no segundo trimestre de 2023 (1T23), uma queda de 35,8% na confrontação anual.
A margem financeira do banco totalizou R$ 16,6 bilhões, um prolongamento de 1,2% em relação ao mesmo período de 2022. Já em relação ao primeiro trimestre, houve uma queda 0,6%.
A carteira de crédito do Bradesco terminou o segundo trimestre em R$ 868,69 bilhões, uma redução de 1,2% em relação ao primeiro trimestre, “refletindo o reposicionamento da política de crédito voltada para modalidades de menor risco”, disse o banco.
O Bradesco também revisou para grave suas projeções para o ano de 2023. Com um prolongamento de 1,6% na carteira de crédito reunido no primeiro semestre, o banco prevê uma expansão de 1% a 5% no ano referto em relação a 2022. Antes, o guidance era de prolongamento entre 6,5% e 9,5%.
A equipe da XP avalia que as ações do Bradesco se valorizaram recentemente, apostando na melhoria dos resultados no porvir. “Acreditamos numa curva de melhoria, mas vemos o ponto de inflexão um pouco mais distante”, afirmam Bernardo Guttmann, Matheus Guimarães e Rafael Sublime. Eles explicam que a elevada inadimplência e o grave prolongamento da carteira do banco se traduzem em baixos níveis de rentabilidade.
O Itaú BBA avalia que o segundo trimestre do Bradesco foi fraco e prevê uma recuperação lenta para o ROE da companhia, que ficou em 11,1% , “ainda muito aquém do dispêndio de capital”.
“O lucro líquido foi ligeiramente melhor que o esperado, mas a qualidade foi ruim em nossa visão”, afirmam os analistas do BBA. Eles avaliam que o índice de cobertura do banco caiu de forma relevante em meio a uma deterioração de crédito.
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A moradia destacou a revisão do guidance do banco e acredita que o Bradesco vai permanecer na segmento mais baixa das projeções em margem financeira. Com isso, o ROE permaneceria entre 10% e 11% nos próximos dois trimestres, provocando um carrego negativo para 2024.
Para o Credit Suisse, os números do Bradesco no segundo trimestre reafirmam a tese de um envolvente fraco para o prolongamento de receitas. Os analistas observam melhora na qualidade dos ativos, mas os indicadores de inadimplência ainda apontam para uma perpetuidade da restrição de crédito, o que deve impactar as margens financeiras por mais tempo.
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Com base nos números do trimestre pretérito, o Credit não vê tendência de prolongamento de lucro supra dos R$ 25,3 bilhões previstos pelo mercado para o Bradesco em 2024. Assim, o banco negociaria a múltiplos supra dos seus pares. O banco manteve sua recomendação neutra para o papel com preço-alvo de R$ 18.
Na visão da Genial Investimentos, o Bradesco foi “salvo pelo seguro” no segundo trimestre de 2023. A vertical apresentou um lucro de R$ 2,4 bilhões, com uma robusta expansão trimestral e anual, ROE de 24,5% e revisão positiva no guidance.
Porém, os analistas observam que trimestre foi marcado por resultados fracos em outras linhas operacionais, com a carteira de crédito contraindo na confrontação trimestral e anual. Ou por outra, a receita líquida de juros teve queda trimestral e fraca expansão anual. Na visão da Genial, a provisão para crédito do banco ainda segue muito elevada.
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“Na nossa versão, o novo guidance reflete uma dificuldade do Bradesco em conseguir uma rápida recuperação de rentabilidade do que inicialmente projetávamos, com o ROE de 18% provavelmente somente em 2025″, dizem os analistas da moradia.
A partir das novas projeções do banco, a Genial calcula que o lucro do Bradesco para o ano deve permanecer aquém de R$ 20 bilhões, com uma queda provavelmente superior a 4% (ano a ano), além de um ROE fraco frente ao histórico da empresa, em um nível próximo a 12-13%.
O Morgan Stanley tomou porquê base o resultado operacional do Bradesco no período, de R$ 4,990 bilhões, dizendo que o número veio 11% aquém do esperado. O banco observa que a risca do balanço foi impactada por um prolongamento nas provisões para perdas com empréstimos inadimplentes, para vedar, sobretudo, créditos mais antigos e deteriorados.
Ou por outra, a margem financeira do banco foi fraca, já que o Bradesco tornou a restrição de crédito mais restrita para mourejar com o problema da inadimplência. “Dito isso, os itens que vão guiar o porvir do Bradesco parecem promissores”, afirmam os analistas do banco, destacando a desaceleração na inadimplência do banco.
O índice de empréstimos com delonga supra de 90 dias ficou em 5,9% – continuou crescendo, mas em ritmo menor. “Suspeitamos que os índices de inadimplência chegaram o pico e vão iniciar a tombar no terceiro trimestre”, diz a estudo do Morgan.
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O banco também destacou o melhor desempenho da margem financeira com o mercado, que continua no negativo, mas deve inverter o sinal já no terceiro trimestre. Os analistas explicam que o item é importante para a normalização do retorno sobre patrimônio (ROE) do banco, que segue na moradia dos 11%.
“As despesas do banco continuam entregando boa performance, mostrando que a alavancagem operacional deve melhorar logo que as receitas se recuperarem”, dizem os analistas.
O Morgan Stanley manteve recomendação overweight para Bradesco e preço-alvo de US$ 5,10 para seus ADR’s, os ativos do banco negociados na Bolsa de Novidade York.
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