
Varejistas vão ao Planalto e tratam de juros, crédito e concorrência
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As informações são do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Negócio e Serviços, Geraldo Alckmin. Ele falou com a prelo depois a reunião, que ocorreu no Palácio do Planalto, com a participação de ministros de Estado.
Segundo Alckmin, “não há razão” para o atual patamar da taxa básica de juros, a Selic, que está em 13,75% ao ano. Segundo ele, os juros futuros estão em queda, enquanto os juros reais continuam subindo.
“Isso prejudica muito a atividade econômica, ou seja, prejudica o ofício. E, na verdade, o rendimento não está parado, o rendimento real está subindo há vários meses, porque à medida em que fica paragem em 13,75% a Selic e a inflação está caindo, o rendimento real está subindo no Brasil sem nenhuma razão para isso. Não há demanda crescente, pelo contrário, acabamos de verificar agora nos últimos números do varejo um não incremento. Ela [a taxa de juros] é extremamente preocupante”, disse.
A Selic é o principal instrumento usado pelo Banco Medial para compreender a meta de inflação porque a taxa motivo reflexos nos preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, evitando a demanda aquecida. Em março de 2021, o órgão iniciou um ciclo de aperto monetário, em meio à subida dos preços de víveres, de vontade e de combustíveis, elevando a taxa básica ao seu maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano.
A decisão de manutenção da Selic neste patamar vem sendo criticada pelo governo federalista, que ofídio uma redução para impulsionar o incremento da economia.
Já o setor varejista também espera uma retrocesso dos juros no limitado prazo, segundo o presidente do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), Jorge Gonçalves Rebento. “Sabemos que o Banco Medial tem o rito para que isso ocorra. Nós notamos que vários programas que serão bons para o varejo, para o mercado, dependem disso também, não só a questão da Selic, do Banco Medial, mas o rendimento praticado no cartão de crédito, que é muito ressaltado, e que é o próprio mercado que determina”, disse.
Além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, porquê risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Crédito
Gonçalves Rebento destacou que as vendas no varejo tiveram uma retrocesso no primeiro quadrimestre do ano, “não muito potente, mas existiu”, e que foram apresentadas as possibilidades de retomada, porquê medidas para impulsionar o crédito e investimentos em outros setores que refletem no varejo, porquê infraestrutura.
“Aquele velho triângulo: renda, ofício e crédito. Portanto, vamos ajudar na questão do crédito. Pelas medidas que ouvimos, que estão aí para serem anunciadas, deve melhorar [a atividade produtiva] e acreditamos que o varejo terá um melhor segundo semestre”, disse o presidente do IDV.
“Se você está movimentando um mercado ali ao lado daquela loja, uma construção, por exemplo, quem tiver lá vai consumir no varejo, portanto, às vezes, o impacto é indireto. Podemos ajudar diretamente com crédito, mas também aumentando a atividade econômica o varejo vai ser beneficiado”, acrescentou.
Para o presidente do IDV, Gonçalves Rebento, a reunião com o presidente foi produtiva.
“Tratamos de temas muito importantes para o varejo. Podemos falar sobre a questão da ilegalidade no varejo, as iniciativas que o governo já tomou na questão da cross border [comércio transfronteiriço] do varejo do dedo, das grandes possibilidades que têm de fomentar o varejo através do crédito, da colaboração no Programa Desenrola [de renegociação de dívidas], da questão da empregabilidade do varejo, porquê ele pode multiplicar a questão do primeiro ofício, já que o varejo é o maior empregador do país”, disse Gonçalves Rebento.
Sobre a reforma tributária, o presidente do IDV disse que a entidade colaborará nas negociações “mostrando porquê é o varejo na ponta”.
Segundo Alckmin, os pontos da reforma foram debatidos de maneira muito positiva e o presidente Lula reiterou que “a preocupação” do governo é a geração de ofício e renda no país.
Negócio eletrônico
O governo federalista trabalha em uma novidade forma de cobrança de impostos em remessas internacionais, depois polêmica envolvendo o transacção eletrônico. Segundo Geraldo Alckmin, a importação de produtos sem remunerar imposto chegou a quase R$ 70 bilhões em 2022, quase 1% do Resultado Interno Bruto (soma dos bens e dos serviços produzidas no país).
“É obrigação do governo manter uma concorrência leal. [A importação sem pagamento de impostos] não prejudica só o transacção instalado, prejudica também a indústria brasileira”, disse Alckmin.
Segundo o presidente do IDV, o governo e o setor varejista também trabalham na elaboração de projecto de conformidade. “Para que as empresas estrangeiras, plataformas digitais e transacção estrangeiro que estejam no Brasil participem, invistam e paguem os impostos. Portanto, não queremos zero mais do que ser isonômico em termos de competição”, disse, explicando que o projecto deve entrar em vigor em julho.
Estavam presentes na reunião com o presidente Lula, representantes das empresas varejistas Magazine Luiza, Saint-Gobain, Grupo Mateus, Livraria Cultura, Ri Happy, Lojas Renner, Caedu, McDonald’s, Mundo Cabelereiro, Pague Menos, Petz, Quero-Quero, RaiaDrogasil, Óticas Carol, Grupo Farmacêutico, Telhanorte, Grupo Pão de Açúcar, Grupo Soma e Carrefour.
Além de representantes do IDV, a União Universal dos Trabalhadores (UGT) participou do encontro, assim porquê a presidente da Caixa Econômica Federalista, Rita Serrano, e os diretores do Banco Vernáculo de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Teresa Campello e Nelson Barbosa.



