
Sindicatos pedirão auditoria do Planserv depois piora da qualidade do atendimento
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Também em dezembro de 2022, o Ministério Público ingressou com uma ação social pública com pedido de liminar na qual pediu a nulidade do processo de contratação da Maida Haptech Soluções Inteligentes Ltda, que pertence ao grupo Hapvida, para gerir o Planserv. Usuários do projecto informaram que a prestação de serviços aos segurados tornou-se ainda mais precária, o que tem aumentado a insatisfação de quem procura atendimento tanto na capital quanto no interno do estado.
O diretor da APLB, Rui Oliveira, relatou que, há uma semana, houve reunião com a promotora de Justiça, Rita Tourinho, que pediu documentos e informações aos servidores sobre a má gestão do projecto e a dificuldade de conseguir atendimentos pelo serviço de saúde. “No início de agosto, teremos uma audiência pública com o Ministério Público para discutir essa situação do Planserv, que precisa ser revitalizado. Na oportunidade, pediremos uma auditoria”, disse Rui Oliveira. Além da APLB, outros sindicados uma vez que Aduneb, Sindsefaz, SindSaúde e Simpojud também integram o coletiva SOS Planserv.
Segundo a ação do MP, a Maida Ltda não poderia participar do pregão por integrar grupo de “pessoas jurídicas que possuam credenciamento junto ao Planserv, ainda que dentro do seu grupo econômico, em razão do princípio da segregação das funções”. Na estação em que foi realizada a concorrência pública, o grupo econômico do Hapvida possuía credenciamento junto ao Planserv, mas, ainda assim, participou e saiu vencedor.
“Tem-se que a empresa Hapvida Participações e Investimentos S/A, realiza atividades na dimensão de saúde de forma consagrada no mercado e, em assim sendo, possui em sua rede hospitais, alguns credenciados junto ao Planserv. Um desses hospitais é o CETRO, que, na data do torneio, dia 10/06/2022, tinha credenciamento junto a Planserv”, diz trecho da ação social pública movida pelo MP.
Na operação da Maida, destacam-se ainda outras possíveis irregularidades. A primeira é a escassez de coleta de biometria do dedo, o que representa risco de dano ao tesouro, e escassez de gestão de teto orçamentário, com simples risco de fraudes na assistência. Há também reclamações de usuários sobre a redução da qualidade da assistência prestada aos beneficiários.
“Quem precisa do Planserv no interno tem grande dificuldade para a marcação de consultas. Na capital, há superlotação em unidades uma vez que Santa Izabel, Português e Hospital da Bahia, que muitas vezes recusam atendimentos”, relatou o diretor do APLB, Rui Oliveira. O coordenador universal da Fetrab, Fábio Rosa, também criticou a contratação da Maida para gerir o Planserv: “contratar uma sucursal para reger o Planserv vai na contramão do que defendemos para o serviço público. O sucateamento do Planserv vem nessa lógica. No interno, pessoas estão levando até três meses para marcar um procedimento”.



