PGR se posiciona contra busca e apreensão na casa de Bolsonaro
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A Procuradoria-Universal da República (PGR) se posicionou contra a procura e inquietação na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Segundo a PGR, os elementos de informação presentes no processo não são suficientes para vincular o parelha aos supostos fatos ilícitos relatados pela Polícia Federalista. A opinião da PGR foi enviada ao Supremo Tribunal Federalista (STF) pela vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo.
No entanto, a Polícia Federalista cumpriu nesta quarta-feira (3) mandados de procura e inquietação na residência do ex-presidente e também efetuou a prisão de alguns dos seus ex-assessores mais próximos. Entre os detidos estão o tenente-coronel Mauro Cid e Luis Marcos dos Reis, ex-ajudantes de ordens, além de Max Guilherme de Moura e Sergio Cordeiro, seguranças de Bolsonaro.
O relator do caso no STF, ministro Alexandre de Moraes, concordou parcialmente com a PGR e afirmou que a procura contra Bolsonaro era “imprescindível”, diante do “exposto e do notório posicionamento público do ex-mandatário contra a vacinação”. Já no caso de Michelle Bolsonaro, o magistrado entendeu que os agentes federais não apresentaram os requisitos legais necessários para justificar a ação policial.
De concordância com a decisão de Moraes, que teve seu sigilo derrubado nesta quarta-feira, a PGR afirmou que, diferentemente do que apontou a Polícia Federalista, Mauro Cid “teria arquitetado e capitaneado toda a ação criminosa, à revelia, sem o conhecimento e sem a aquiescência” do ex-presidente. A PGR ainda declarou que não há indícios mínimos para sustentar o envolvimento de Jair Bolsonaro com os atos executórios de inserção de dados falsos referentes à vacinação nos sistemas do Ministério da Saúde e com o verosímil uso de documentos ideologicamente falsos.
Porém, Moraes discordou do posicionamento da PGR, afirmando que tal versão não é crível no atual estágio da investigação criminal. Para o ministro, não há indicação nos autos que conceda credibilidade à versão de que Mauro Cid pudesse ter comandado relevante operação criminosa sem o conhecimento e aquiescência de Jair Bolsonaro.



