Política

Ministro rebate decisão contra extração de petróleo na Foz do Amazonas

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A exploração de petróleo e gás na margem equatorial brasileira pode se tornar “intransponível”, caso seja mantida a exigência para realizar novo estudo de Avaliação Ambiental de Superfície Sedimentar.

A avaliação é do ministro de Minas e Virilidade, Alexandre Silveira, que participou de sessão na Percentagem de Infraestrutura do Senado, nesta quarta-feira (24).

Para o ministro, não há questão que não possa ser superada na decisão do Instituto Brasiliano do Meio Envolvente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que negou a exploração de petróleo na região, com exceção do estudo de Superfície Sedimentar.

“É uma questão para ser superada. E é provável ser superada porque no próprio parecer não tem questões intransponíveis. Só vai se tornar intransponível se se discutir a Avaliação de Superfície Sedimentar”, disse o ministro.

Tanto o Ministério de Minas e Virilidade, quanto a Petrobras, argumentam que o estudo deveria ter sido feito antes da licitação dos blocos. Já o Ibama tem cobrado a realização do estudo, que é de responsabilidade dos ministérios do Meio Envolvente e de Minas e Virilidade.

Esse estudo avalia, entre outros pontos, os possíveis impactos socioambientais decorrentes da exploração de petróleo e gás originário.

Alexandre Silveira disse que tentou declamar com o presidente do Ibama uma forma de superar os obstáculos para o licenciamento, mas que acabou surpreendido pela decisão de negar a exploração da extensão.

“A ponderação para o Ibama era a de que antes de tomar a decisão isso fosse melhor discutido. E três semanas se passaram quando fui surpreendido com a decisão sem um debate mais profundo, que eu chamaria de um debate de governo sobre um tema que é tão estratégico para o Brasil e para o mundo. É sentar à mesa e expor o que precisa ser feito, quais as pendências para se superar a questão do licenciamento”, disse.

Localizada sobre 170 quilômetros da costa do Amapá e sobre 500 quilômetros da Foz do Rio Amazonas, a região tem sido apontada pela Petrobras e pelo Ministério de Minas e Virilidade porquê um provável novo pré-sal.

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