
Lula volta a defender no G7 reforma do Conselho de Segurança da ONU
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Em oração durante sessão de trabalho do G7, no Japão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a tutelar a reforma do Parecer de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). No encontro, que teve porquê tema “Rumo a um mundo pacífico, sólido e próspero”, Lula disse que o parecer “encontra-se mais paralisado do que nunca”. Ao falar de tranquilidade, afirmou que “membros permanentes continuam a longa tradição de travar guerras não autorizadas pelo órgão, seja em procura de expansão territorial, seja em procura de mudança de regime”.
Na mesa, sentado em frente ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e entre o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o primeiro ministro do Canadá, Justin Trudeau, Lula falou em diálogo. “Repudiamos veementemente o uso da força porquê meio de resolver disputas. Condenamos a violação da integridade territorial da Ucrânia”.
O presidente voltou a pedir uma solução baseada no diálogo para o conflito na Ucrânia e a geração de um espaço para negociações. Destacou outros conflitos que ocorrem fora da Europa e que merecem também mobilização internacional. “Israelenses e palestinos, armênios e azéris, cossovares e sérvios precisam de tranquilidade. Yemenitas, sírios, líbios e sudaneses, todos merecem viver em tranquilidade”, afirmou.
Ele defendeu ainda a premência de ratificação do Tratado para a Proibição de Armas Nucleares. “Não são manadeira de segurança, mas instrumento de extermínio”, disse. “Enquanto existirem armas nucleares, sempre haverá a possibilidade de seu uso”, completou.
Guterres
Depois a sessão de trabalho, Lula conversou por tapume de meia hora com o secretário-geral da ONU, António Guterres. Mais uma vez, lembrou o traje de o conflito na Ucrânia não estar sendo tratado no contexto do Parecer de Segurança da ONU e reforçou a premência de reforma do órgão.
Meio envolvente foi outro tema do encontro. Lula falou sobre a Cúpula da Amazônia, que ocorrerá em Belém (Pará) em agosto. Guterres garantiu que vai concordar a iniciativa brasileira de geração de um grupo de cooperação formado por nações amazônicas, Indonésia e República Democrática do Congo, países que têm grandes florestas.
Agenda
Em reuniões bilaterais, o presidente teve encontros com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. A relação entre os dois países foi o matéria. “Países da maior relevância para o traçado de uma novidade geopolítica global”, disse Lula.
A Índia é o quinto maior parceiro mercantil do Brasil. Em 2021, o negócio entre os dois países chegou ao maior resultado da história: US$ 15,1 bilhões. Nesse mesmo ano, o Brasil exportou mais de US$ 6 bilhões para a Índia e importou US$ 8,8 bilhões em produtos indianos.
No encontro com o primeiro-ministro do Vietnã, Pham Minh Chinh, as conversas giraram em torno da premência de aumento do negócio entre os dois países e na cooperação em áreas porquê ciência e tecnologia, inclusive com a possibilidade de um contrato entre Vietnã e Mercosul.
Ainda no sábado à noite (horário de Brasília), o presidente brasiliano se reuniu com o primeiro-ministro do Canadá Justin Trudeau. Negócio, meio envolvente e guerra estiveram na taxa.
“Achamos que Brasil e Canadá têm condições de duplicar as relações comerciais”, disse Lula, estacando a preservação ambiental e o combate às mudanças climáticas porquê pontos de convergência entre os dois países.
Ao presidente de Comores, Azali Assoumani, Lula reafimou o base brasiliano ao pleito da União Africana por uma vaga no G20. Os dois falaram ainda sobre a premência de uma cooperação tecnológica bilateral maior e a possibilidade de uso de bancos de fomento, porquê o Banco Pátrio de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco Africano de Desenvolvimento em questões de infraestrutura.



