Política

Lula desce rampa do Planalto e defende prédios públicos sem grades

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi conferir de perto a ingresso do Palácio do Planalto sem grades móveis de proteção, em seguida quase dez anos. De surpresa, Lula desceu a rampa da sede do governo, na tarde desta quarta-feira (10), pouco mais de cinco meses em seguida fazer o trajeto oposto para dar o pontapé do seu terceiro procuração presencial. Horas antes, a Presidência da República havia retirado as grades de proteção que cercavam o Palácio do Planalto.

“O que eu acho é que o Brasil não precisa estar sitiado de grades. Deixa livre para a democracia, ela não precisa de muros”, disse Lula a jornalistas ao caminhar sobre a rampa. Ele estava escoltado de sua esposa Janja Lula da Silva, e do ministro da Secretaria de Informação Social da Presidência da República (Secom), Paulo Pimenta.

Os equipamentos de proteção estavam no sítio pelo menos desde 2013, quando milhares de brasileiros foram às ruas em protestos violentos em várias cidades do país, nas chamadas Jornadas de Junho.

Os gradis permaneceram ao longo dos anos seguintes, abrangendo o período de protestos durante o processo de impeachment da portanto presidenta Dilma Rousseff, os mais de dois anos de governo de Michel Temer e os quatro anos da gestão Jair Bolsonaro, além do incidente de tentativa de golpe de Estado organizado por militantes de extrema-direita bolsonaristas, em 8 de janeiro deste ano.

Lula também determinou a retirada dos blocos de concreto posicionados na via que dá chegada às residências oficiais do presidente e vice-presidente, respectivamente o Palácio da Alvorada e o Palácio do Jaburu, que ficam numa superfície um pouco mais isolada, mas próxima da Terreiro dos Três Poderes.

“Eu vou tirar aquela muramento na frente do Palácio [da Alvorada]”, disse Lula, lembrando que, ao longo dos seus oito anos de procuração, nunca sofreu protestos em frente à residência solene. “Se eu quiser encurralar o povo e não permitir que ele faça protesto, não tem sentido a democracia”, argumentou.

Depois conferir o Palácio do Planalto sem grades, o presidente ainda cumprimentou apoiadores que estavam no sítio e tirou foto com eles. A primeira-dama Janja também foi bastante solicitada pelos populares, mormente mulheres.

De conciliação com o ministro Paulo Pimenta, a retirada é simbólica e ocorreu a pedido do presidente diante do cenário que o país vive. “Um momento de união e reconstrução não pode ter um monte de gradil”, disse Pimenta a jornalistas mais cedo.

Segundo ele, no entanto, em ocasiões específicas, porquê solenidades e desfiles, as grades móveis poderão ser recolocadas temporariamente.

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