
Esse censo não deve ser levado em conta, diz Carlos Muniz
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O presidente da Câmara Municipal de Salvador, vereador Carlos Muniz, participou das comemorações pelo Dois de Julho, no Bicentenário da Independência do Brasil na Bahia, neste domingo (02/07). Os festejos foram iniciados com a tradicional alvorada de fogos e a programação seguiu com hasteamento de bandeiras, além da colocação de flores ao monumento do General Labatut, no Largo da Lapinha, de onde partiu o cortejo cívico levando os carros dos caboclos em direção à Rossio Thomé de Souza.
Em conversa com o Informe Baiano, Muniz falou sobre o resultado do Recenseamento Demográfico de 2022 divulgado pelo Instituto Brasiliano de Geografia e Estatística (IBGE), que apontou uma redução populacional de Salvador. A queda foi de 9,6%, o que representa 257.651 pessoas a menos.
“Houve vários erros, esse recenseamento não deve ser levado em conta. O recenseamento foi feito em um momento crítico, ao final da pandemia. Tudo aumenta e a população diminui? Observe, por exemplo, que aumentaram o número de eleitores na última campanha e os dados de atendimentos da saúde. Logo, fica difícil a gente entender isso”, pontua.
O presidente da Câmara lembrou ainda que a pesquisa foi feita em “um momento crítico, onde as pessoas não queriam receber ninguém em moradia”.
Com o resultado do novo recenseamento, a capital baiana perdeu dois lugares no ranking das capitais de estado, na verificação com o Recenseamento 2010, tendo sido superada por Brasília (DF) e Fortaleza (CE). Salvador está, agora, em quinto lugar. Outras capitais, porquê Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Belém (PA), Porto Feliz (RS) e Rio de Janeiro (RJ) também apresentaram subtracção populacional. Já João Pessoa (PB), Teresina (PI), Campo Grande (MS) e São Paulo (SP), entre outras, tiveram aumento na população desde 2010.



