
“compromete o futuro do Brasil”
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As divergências entre o presidente Luís Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ambos do PT, sobre a meta déficit zero das contas públicas, estão deixando a classe política e o mercado financeiro em polvorosa.
Nesta quarta-feira (01/11), em conversa com o Informe Baiano, o secretário-geral do União Brasil, ACM Neto, considerou “um absurdo que o presidente cogite não cumprir a meta fiscal estabelecida pelo próprio governo dele”.
“A gente lembra da época da Dilma. Quando ela era presidente, ela falou que não iria estabelecer uma meta porque não sabia qual era, mas que iria dobrar a meta. Eu não sei o que é pior. Se é você dizer que não sabe qual é a meta e que vai dobrar a meta ou se é você estabelecer uma meta e rasgar a meta logo em seguida. Então, eu acho que a responsabilidade fiscal tem que ser um compromisso fundamental de qualquer governo”, pontua Neto.
O ex-prefeito de Salvador afirmou ainda que “não é possível dá um cheque em branco ao Governo Federal pra sair gastando de qualquer jeito”. “Eu espero que ao fim dessa história prevaleça a palavra do ministro Haddad sob pena de perder a credibilidade completa junto ao Congresso Nacional e aos agentes econômicos. Isso tudo compromete o futuro do Brasil, sobretudo, a retomada econômica que todos nós torcemos que possa acontecer”, finaliza ACM Neto.
Após a confusão, integrantes do governo já discutem o envio ao Congresso Nacional de uma mensagem para mudar a meta déficit zero das contas públicas. Lula declarou recentemente que “dificilmente” o país vai concretizar essa promessa no ano que vem.
Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem evitado responder perguntas sobre qual será a meta fiscal do governo federal.



