
Haddad estima que precatórios caiam para R$ 7 bilhões
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“A boa notícia é que as decisões transitadas em julgado, as sentenças, tiveram volume muito menor do que o que era esperado. Esperava-se alguma coisa em torno de R$ 20 a R$ 30 bilhões de estoques acumulados até 2027. E a nossa estimativa é que isso deve desabar para menos de R$ 10 bilhões, possivelmente em torno de R$ 7 bilhões. Isso faz crer que houve uma espécie de bolha de condenações em torno de decisões da Justiça, mas tudo concorre para que o patamar de precatórios volte para uma trajetória razoavelmente administrável”, afirmou o ministro.
Haddad disse que não pretende deixar esses pagamentos para o próximo governo. “Esta foi uma legado ruim do governo anterior. Foi a primeira vez na história, que eu tenha presente, que o governo deixou de honrar seus compromissos. Penso que tudo caminhando para o que nós estamos prevendo, vamos ter uma solução e não vamos deixar essa explosivo para o governo que vem, qualquer que seja ele, em 2027.”
Especulação
Em entrevista a jornalistas, o ministro disse também que é preciso “ter cautela” nas análises econômicas e que o Brasil não pode tolerar especulações por “turbulências” externas. “Ontem tivemos uma turbulência no mercado americano de títulos, que teve revérbero em vários países, não só no Brasil. Todo mundo sofreu um espavento na colocação de um volume significativo de títulos americanos no longo prazo. Isso gerou uma pequena turbulência e que, na minha opinião, foi indevidamente atribuída à decisão correta que o Banco Médio tomou de trinchar a taxa de juros [Selic] em 0,50 ponto, que continua sendo a mais subida do mundo.”
O ministro recomendou “um pouco de cautela nas análises” e disse que hoje (4) o dólar, que havia subido 2 pontos, já caiu 1. “Às vezes, a gente se deixa levar por um dia de turbulência”, acrescentou.
Segundo Haddad, essa especulação é semelhante ao que ocorre na precificação do petróleo. “Toda vez que a Arábia Saudita corta produção, o preço sofre especulação, e as pessoas começam a especular se a Petrobras vai aumentar os preços por culpa de uma semana [em] que o petróleo teve subida, e não deixam os preços acomodarem”, disse ele.
Durante a entrevista, o ministro da Rancho reforçou que a Petrobras é uma empresa autônoma, sobre a qual o governo não tem ingerência, mas disse que tem falado diariamente com o presidente da petroleira para indagar a sua evolução, “porque isso tem impacto na política econômica”.
Fernando Haddad voltou a elogiar a decisão do Banco Médio de minguar a taxa Selic para 13,25% pela primeira vez em três anos.
A decisão surpreendeu o mercado financeiro, que esperava um namoro de 0,25 ponto percentual. Segundo o Copom, foi a queda da inflação que possibilitou tal redução. Estão previstos cortes de 0,5 ponto nas próximas reuniões.
“Quero cá elogiar, mais uma vez, a decisão do Copom [Comitê de Política Monetária]”, disse o ministro da Rancho. “Estou dizendo: a decisão está corretíssima. Basta ver os indicadores de hoje. Veja porquê a economia brasileira está reagindo. E ela está correta, a direção está correta.”



