
O clima da sessão da Câmara Vereadores de Salvador nesta terça-feira, 23, foi de tensão, com a galeria lotada pelos agentes de saúde do município que protestam pelo respeito ao piso salarial nacional da categoria e o reajuste promulgado pela CMS, após a derrubada do veto do prefeito Bruno Reis (União Brasil) sobre o tema.
Os servidores vibravam quando vereadores que apoiaram a causa dos agentes entravam no plenário ou apareciam no telão.
Os vereadores da base do governo só entraram no plenário após a sessão começar e foram recebidos com vaia e chamados de traidores pelos servidores.
Os alvos preferidos das vaias foram o líder do governo, vereador Paulo Magalhães Junior (União Brasil) e Kiki Bispo.
O primeiro a subir na tribuna popular foi o representante dos agentes, Rodolfo Rofrigues. “Vergonha do prefeito Bruno Reis em relação aos agentes da cidade de Salvador. A lei tem que ser cumprida. Vamos mostrar a resposta a isso nas urnas. Não só em 22, como em 24. Vamos gravar as faces dos vereadores que votaram contra a nossa categoria. Não vamos retroceder à EC 120. Faça valer o que foi decidido na última sessão, prefeito!”.

Paulo Cerqueira do Sindseps, subiu à tribuna popular para reforçar a demanda dos agentes de saúde. “Em 2014, o prefeito ACM Neto não pagou o nosso piso de forma autoritária. De lá pra cá, estamos sem o piso nacional e sem o reajuste. Tiago Dantas não ouviu nossa categoria antes da EC 120 e ele não nos deu ouvido. O prefeito tem que respeitar a lei nacional e a lei Municipal. É obrigação da prefeitura pagar”.
Logo depois, os ânimos se exaltaram ainda mais, com o revezamento de vereadores da base e da oposição na Tribuna. Após a fala do último vereador inscrito para falar, Henrique Carballal (PDT), houve um princípio de confusão quando vereadores da base, inflamados pela fala do pedetista quiseram subir na mesa diretora para falar.
Houve um princípio de tumulto e o presidente Geraldo Junior encerrou a sessão.



