Política

Banco do Brics anuncia empréstimo de US$ 1 bilhão ao Brasil durante reunião em Marrakesh

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O Novo Banco de Desenvolvimento, também conhecido como Banco do Brics, divulgou ontem a concessão de um empréstimo no valor de US$ 1 bilhão, o equivalente a mais de R$ 5 bilhões, destinado ao Brasil. A assinatura do contrato de financiamento ocorreu em Marrakesh, no Marrocos, durante as reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.

Esses recursos fazem parte de um programa lançado pelo NBD em 2020, durante o auge da pandemia de covid-19. Naquela ocasião, o banco disponibilizou uma linha de crédito de US$ 2 bilhões para cada país membro do banco. No entanto, o Brasil optou por tomar apenas metade desse valor. O prazo estabelecido para pagamento é de 30 anos.

Dilma Rousseff, presidente do NBD, destacou que, ao assumir a liderança do banco este ano, esforçou-se para garantir que o Brasil pudesse acessar esses recursos nas mesmas condições oferecidas na época do lançamento do programa. Ela explicou que, considerando o aumento das taxas de juros e dos custos de captação desde então, é vantajoso para o Brasil obter esses recursos no cenário atual. “É um programa significativo. Todos os países membros receberam US$ 2 bilhões, e o Brasil optou por US$ 1 bilhão”, observou Rousseff durante a cerimônia de assinatura do contrato.

Os membros do NBD são Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, e incluem novos integrantes, como Bangladesh e Emirados Árabes Unidos (que ingressaram em 2021) e Egito (que se tornou membro neste ano). O Uruguai é considerado um membro prospectivo.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou que, desde que Dilma Rousseff assumiu a presidência do NBD, o Brasil tem estreitado sua relação com a instituição. Ele ressaltou que, até o momento, a importância dada ao NBD não estava de acordo com o potencial do banco. O NBD já possui um portfólio com 24 projetos no Brasil, totalizando US$ 6,3 bilhões, mas o valor desembolsado até agora é um pouco inferior a US$ 2 bilhões.

Haddad enfatizou que existe um descompasso entre as políticas econômicas em vigor nos países desenvolvidos, particularmente em um momento de taxas de juros elevadas, e seus impactos nas nações em desenvolvimento. Nesse contexto, o NBD pode atuar como um canal para mitigar os efeitos das políticas macroeconômicas restritivas no âmbito monetário, mas expansionistas no âmbito fiscal.

Além disso, o NBD aprovou um financiamento de US$ 84 milhões, cerca de R$ 425 milhões, para a cidade de Aracaju, em Sergipe, destinado a programas de infraestrutura, com ênfase em saneamento, tratamento de água, mobilidade urbana e ações de mitigação de desastres ambientais. É importante destacar que esse empréstimo possui garantia soberana do governo brasileiro.

Fernando Haddad enfatizou a importância dos contratos de crédito assinados em Marrakesh, demonstrando o papel fundamental do NBD nas linhas internacionais de financiamento do Brasil. Ele observou que o NBD é considerado o principal banco do Sul Global, capaz de oferecer soluções inovadoras alinhadas com as necessidades de seus países-membros.

No início do ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou articular um empréstimo do NBD para a Argentina, porém, essa iniciativa enfrentou resistência de alguns países do bloco e não avançou. A ideia era anunciar a operação durante a reunião anual de governadores do banco, programada para os dias 30 e 31 de maio, em Xangai, na China, onde o ministro da Economia argentino, Sergio Massa, candidato peronista à presidência da Argentina, participaria. No entanto, diante do insucesso dessa operação, Fernando Haddad cancelou sua viagem à última hora, e Massa compareceu à reunião em Xangai sem o apoio do NBD.

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