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TV Mundo “decepou” Vingadores: Ultimato #FAIL

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Se é para fazer desse jeito, nem faz!

A TV Mundo decidiu exibir ontem (17) o filme “Vingadores: Ultimato” na TV ocasião pela primeira vez, dentro do seu segmento semanal de cinema nas noites de segunda-feira, a Tela Quente. Mas o que deveria ser motivo de empolgação para os fãs que gostariam de reviver a experiência dessa história se tornou motivo de preocupação, revolta e até mesmo de piadas na internet.

A emissora simplesmente cortou mais de uma hora da história do filme, deixando de fora uma segmento significativa da trama. E isso é um desserviço para o grande público, além de ser uma espécie de trote na rostro da Disney.

Se muito que eu até quero crer que a empresa do Mickey autorizou que essa palhaçada acontecesse.

 

Fora de contexto para quem não paga o Disney+

Lançado em 2019, “Vingadores: Ultimato” é a tão esperada desfecho do embate heróico dos Vingadores contra o vilão Thanos. Com uma duração original de três horas e dois minutos, o filme apresenta 182 minutos de ação, viagem no tempo e embates épicos, reunindo os heróis em uma guerra final e concluindo os arcos narrativos construídos ao longo dos anos no Universo Cinematográfico da Marvel (MCU).

É um dos filmes mais importantes da cultura pop nos últimos 25 anos. Há quem diga que não é o melhor filme da Marvel Studios, e eu tendo a concordar com isso. Mas reforço que o longa é um dos ápices da cultura de volume, em um evento inédito para a história centenária do cinema.

Diante de tudo isso, a janela de programação que a TV Mundo deixou para o filme na Tela Quente teve um horário reservado de somente 110 minutos, entre 22h25 e 0h15, quando o Jornal da Mundo entra no ar. Com isso, os espectadores assistiram uma versão enxuta de “Ultimato”, com menos de duas horas de duração, sem recontar os comerciais.

Para se ter uma teoria do impacto dessa redução, é porquê se a Mundo exibisse o longa-metragem em velocidade acelerada, 1,6 vezes mais rápida, para fazê-lo caber nesse tempo reduzido. Dessa forma, cenas importantes e trechos fundamentais da trama ficaram de fora de fora.

Eu nem preciso expor que o filme, que já é difícil de se compreender quando visto isoladamente por conta da própria estrutura de filmes da Marvel Studios, se torna ainda mais aleatório para o grande público que não assistiu ao filme nos cinemas ou não tem a assinatura do Disney+. E isso é péssimo.

 

Por que a TV Mundo fez isso?

Essa redução drástica na duração do filme labareda a atenção, pois cortes em produções cinematográficas para encaixá-los na programação da TV ocasião não são incomuns. Todos os canais de TV (sem exceção) usam da mesma prática por questões puramente comerciais.

No entanto, no caso de “Vingadores: Ultimato”, o incisão foi exagerado. Ao reduzir a duração quase pela metade, o filme ficou fora de contexto, o que estraga a experiência daqueles que querem imergir nas motivações dos personagens ou se inteirar de todos os eventos da trama de forma plena.

E nem dá para reclamar depois que as pessoas ficam confusas, sem entender tudo o que a história queria recontar e não apreciando o apelo narrativo que fez do filme um marco na história do cinema.

E até mesmo os fãs que já assistiram e reviram o filme várias vezes podem sentir falta de momentos icônicos e sequências emocionantes.

Não dá para proteger a TV Mundo dessa vez. O resultado é desastroso, e levanta dúvidas sobre a validade dessa prática. Por mais que as plataformas de streaming estejam caras nos dias de hoje, ao menos nos serviços oficiais temos a garantia de que vamos testemunhar ao filme na íntegra, tal e porquê deve ser.

“Vingadores: Ultimato” é atualmente o segundo filme com maior bilheteria de todos os tempos, arrecadando US$ 2,8 bilhões em todo o mundo, ficando detrás somente de “Avatar”. Aqueles que desejarem testemunhar ao filme na íntegra, com todas as suas três horas e dois minutos, terá que assinar o Disney+.

E a TV ocasião não pode reclamar pela perda de audiência ao longo dos anos, pois faz de tudo para perder o público que ainda insiste em ver qualquer entretenimento de qualidade sem precisar remunerar por isso.

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