
Tropa do Níger apoia militares golpistas que prenderam presidente – Mundo – CartaCapital
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O Níger, um vasto território desértico empobrecido, é o terceiro país do Sahel afetado por ataques jihadistas a suportar um golpe desde 2020, depois de Mali e Burkina Faso.
“O comando militar das forças armadas do Níger decidiu assinar a enunciação das forças de resguardo e segurança”, indica um expedido assinado pelo superintendente do Estado-Maior, o general Abdou Sidikou Issa, com o objetivo de “evitar um confronto mortal entre as diferentes forças”.
Horas antes, o presidente do Níger, Mohamed Bazoum, negou um golpe pelos militares que desde quarta-feira o retêm no palácio presidencial da capital Niamey.
“Os avanços duramente conquistados serão salvaguardados. Todos os nigerianos que amam a democracia e a liberdade vão zelar por isso”, disse Bazoum em uma mensagem postada no Twitter, renomeada uma vez que X.
Les acquis obtenus de haute lutte seront sauvegardés.
Tous les nigériens épris de démocratie et de liberté y veilleront.#MB— Mohamed Bazoum (@mohamedbazoum) July 27, 2023
“O poder legítimo e legítimo é exercido pelo presidente eleito do Níger, Mohamed Bazoum”, disse o ministro das Relações Exteriores e superintendente do governo interino, Hassoumi Massoudou, acrescentando que ele “está muito de saúde”.
Uma primeira revelação de base ao golpe militar reuniu centenas de pessoas na manhã desta quinta-feira em Niamey, segundo jornalistas da AFP que viram várias bandeiras russas.
Protestos em obséquio do golpe militar no Níger. É verosímil ver bandeiras russas na movimentação.
Foto: AFP
Na noite de quarta-feira, e posteriormente um dia de tensão e rumores de golpe de Estado, militares rebeldes afirmaram em rede vernáculo que derrubaram o presidente eleito democraticamente, no poder desde 2021.
“Nós, as forças de resguardo e segurança, reunidas no Juízo Vernáculo de Salvaguarda da Pátria, decidimos pôr término ao regime” de Bazoum, declarou o major-coronel Amadou Abdramane, ao lado de nove soldados.
“Isso se deve à contínua deterioração da situação de segurança e à má governança econômica e social”, acrescentou.
O militar assegurou que nascente juízo atende a “todos os compromissos assinados pelo Níger” e garantiu à comunidade vernáculo e internacional que as autoridades destituídas serão tratadas “conforme os princípios dos direitos humanos”.
Fronteiras fechadas e toque de recolher
A junta informou ainda a suspensão de “todas as instituições” do país e o fechamento das fronteiras terrestres e aéreas “até que a situação se estabilize”.
“Um toque de recolher está enunciado a partir de hoje das 22h às 05h em todo o território até novidade ordem”, acrescentou.
As negociações entre Bazoum e a guarda presidencial para encontrar uma solução falharam sem revelar quais eram as exigências dos militares.
Uma manadeira próxima ao presidente aparentemente deposto disse que a guarda presidencial “se recusou a libertar” Bazoum e que “o tropa lhe deu um ultimato”, sem especificar em que consistia.
O golpe foi fortemente sentenciado por todos os parceiros do Níger, que pediram a libertação “imediata” do presidente.
O superintendente da diplomacia americana, Antony Blinken, disse que conseguiu falar com Bazoum na quarta-feira e deixou “evidente que os Estados Unidos o apoiam fortemente uma vez que presidente democraticamente eleito do Níger”.
Na África Ocidental, o presidente senegalês Macky Sall também condenou o golpe de Estado.
O Níger é um dos últimos aliados do Oeste em um Sahel devastado pela violência jihadista. Mali e Burkina Faso, liderados por militares golpistas, aproximaram-se de outros países, uma vez que a Rússia.
Desde que conquistou a independência da França em 1960, o país sofreu várias tentativas de golpe, quatro delas bem-sucedidas, a última em fevereiro de 2010, quando o presidente Mamadou Tandja foi derrubado.



