
ENQUANTO SALVADOR TEM QUEDA NA POPULAÇÃO, REGIÃO METROPOLITANA CRESCE; LAURO LIDERA AUMENTO POPULACIONAL EM 12 ANOS
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Na última semana, o Instituto Brasiliano de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou a prévia do Recenseamento 2022, onde foi assinalado que Salvador foi a cidade que teve a maior perda demográfica (-9,6%), desde o último estudo realizado, em 2010. Essa queda fez com que Salvador perdesse lugar para Fortaleza e ocupasse a 5ª colocação no ranking populacional.
Indo na contramão da capital baiana, e explicando um pouco desse fenômeno inédito, as cidades da Região Metropolitana (RMS) acumulam grandes crescimentos populacionais, com Lauro de Freitas tendo 24,4% de aumento em 12 anos, sendo o município da RMS que mais cresceu, chegando a 203.334 pessoas.
“[…] Diferentemente de outras capitais que já tem um território restringido pelos municípios do entorno. É o caso de Salvador. Não tem muito mais para onde a população ir nas áreas mais periféricas da capital baiana e assim a população vai transbordando para as cidades vizinhas”, explica Ricardo Ojima, pesquisador do Departamento de Demografia e Ciências Atuariais da Universidade Federalista do Rio Grande do Setentrião (UFRN).
No ranking de população dos municípios, Lauro de Freitas está:
- na 6ª colocação no estado;
- na 28ª colocação na região Nordeste;
- e na 148ª colocação no Brasil.
Completando o pódio, vem Camaçari (23,3%) e Mata de São João (5,43%). Já Candeias (-11,33%) e Itaparica (-4,52%), apresentaram queda. Esse fenômeno assinalado em Salvador e na RMS, é chamado de Movimento Inverso.
“Essa desconcentração da população é uma tendência universal de várias capitais. Esse movimento é observado no país porquê um todo, sobretudo no Sul e no Sudeste, mas também em outras regiões. Uma vez que explicar que Natal diminuiu a população, mas os municípios do entorno tiveram incremento? A atração da região metropolitana não mais se direciona para sede. Não é só um movimento de população saindo da capital da sede para o seu entorno. Isso também ocorre. Mas as pessoas de cidades menores e de outras localidades que antes migravam para uma região metropolitana procurando a sede, hoje migram se fixando no entorno”, observa Ojima, para a Rádio Vernáculo do Rio de Janeiro.
Foto: ASCOM/Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas



