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Pretas Por Salvador cobram governo e prefeitura por uma novidade política de segurança pública

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A mandata coletiva Pretas Por Salvador (PSOL/BA) se manifestou nessa segunda-feira (24) em totalidade repúdio ao caso que resultou na morte do jovem Gabriel Silva da Conceição Júnior, de unicamente 10 anos. Baleado durante uma ação policial, o caso ocorreu nesse último domingo (23) no bairro de Portão, em Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador.
Segundo relatos da família da vítima e testemunhas presentes no lugar, Gabriel foi fatalmente atingido no rosto por um tiro de arma de lume enquanto brincava na porta de sua própria mansão, sob a justificativa da Polícia Militar que houve troca de tiros. Vale ressaltar que esse não é um caso só, segundo o Monitor da Violência, os agentes policiais da Bahia mataram em 2022 tapume de 1.464 pessoas, quando feito um recorte em relação a raça estima-se que em 2021 a cada 100 mortos, 98 eram negros.

“A viatura da 21ª CIPM já chegou atirando. Não teve troca de tiros, não teve zero. Quem atirou no meu rebento não foi ladrão, foi a viatura da 21ª CIPM”, disse a mãe da vítima, Samile Costa.

Em prol da instalação das câmeras nas fardas da Polícia Militar da Bahia, a co-vereadora Laina Crisóstomo já havia proferido que a medida minimizaria os processos de violência recorrentes contra a população negra.

“Esse caminho é muito importante. Dados mostram que a colocação da câmera tem minimizado os processos de violência. Existe um debate, não é só sobre a câmera, é estrutural. A Polícia Militar nasce para tomar homens pretos e mulheres pretas. A gente está dizendo que hoje não é verosímil pôr termo à Polícia Militar, mas talvez o caminho seja esse, desmilitarizar. É um debate muito sério, porque o adoecimento é da população, mas também é do profissional […] A gente faz um debate sobre direitos humanos para todos os corpos, porque estão sendo violentados, mas a teoria das câmeras pode diminuir”, disse ela.

Em inteiro repúdio ao ocorrido, as Pretas cobram do governo e da prefeitura municipal uma novidade política de segurança pública, visto que são inúmeras as denúncias de abusos e violações cometidos por policiais na Bahia, entre essas acusações estão execuções sumárias, torturas, desaparecimentos forçados, invasões de domicílios e intimidação de testemunhas. As primeiras apurações do caso foram realizadas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e a unidade territorial seguirá com a investigação.

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