
Política de neoindustrialização prevê R$106 bi para o setor
[ad_1]
A “neoindustrialização” zero mais é que o projecto do Governo Federalista para fortalecer a indústria vernáculo. Estudo da Fiesp com base em dados do IBGE demonstra uma queda significativa desde 1980 em relação ao percentual que a indústria de transformação tem hoje em relação ao PIB. Se naquela estação o setor representava mais de 30% do PIB, hoje representa unicamente 12,9% segundo relatório recente da Confederação Pátrio da Indústria.
Os números apresentados pelo IBGE e pela CNI indicam que o país precisa combater a desindustrialização, e, para que isso aconteça, o atual governo enfatizou a premência de uma política industrial inteligente, aliada à reforma tributária e a uma política de geração de renda.
A reunião do CNDI
Na esteira da retomada do desenvolvimento econômico brasiliano, a reunião do recém ativado Recomendação Pátrio de Desenvolvimento Industrial (CNDI), realizada em 06 de julho, teve porquê principal objetivo a elaboração da novidade política industrial brasileira. Em seguida 7 anos desativado, o foco das atividades do CNDI é impulsionar e fortalecer setores estratégicos nesse novo contexto de política industrial.
Segundo o Vice-presidente, Geraldo Alckmin, que também é ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Transacção e Serviços (MDIC) e principal responsável pelo projecto de neoindustrialização, a previsão é de que nos próximos 4 anos, investimentos de mais de R$ 100 bilhões sejam destinados para a indústria através do Banco Pátrio de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), e da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).
O BNDES e a iminente volta de taxas competitivas
O Banco Pátrio de Desenvolvimento Econômico (BNDES), instituição pública e fundamental no suporte ao desenvolvimento econômico e social do país, oferece diferentes linhas de financiamento para os mais diversos setores da economia e é peça-chave para o processo de neoindustrualização.
Do valor de 106,16 bilhões, estima-se que 60% serão destinados ao Banco de Desenvolvimento, que terá maior foco em projetos de inovação, digitalização e exportação. Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a retomada dos trabalhos do CNDI significou “mais um passo na reconstrução de um espaço público e democrático por um governo que tem capacidade de ouvir, de dialogar, e de erigir junto com o setor privado uma política industrial e uma política de desenvolvimento.”
Jose Luis Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo do BNDES, destacou a valimento de priorizar a agenda industrial e de inovação no mundo, enfatizando que o Brasil não pode permanecer para trás nessa corrida. Ele defende também a revisão do indexador de taxas, atualmente representado pela TLP. As taxas para inovação chegam a 9,75%a.a., valor que não estimula investimentos com riscos tecnológicos agregados. A expectativa é que haja a mudança para a taxa TR, assim porquê aconteceu em abril com a Finep.
A valimento dos bancos de desenvolvimento
Os bancos de desenvolvimento incentivam a inovação através de vários mecanismos, incluindo financiamento com condições favoráveis, subvenções econômicas, assistência técnica e programas específicos. Eles estão presentes no mundo todo e em países nos mais diferentes estágios de desenvolvimento.
Um estudo realizado pelo Institute of New Structural Economics (INSE) da Universidade de Pequim em parceria com a Agence Française de Développment (AFD) identificou, em 2020, mais de 500 bancos de desenvolvimento em 150 países, definidos porquê instituições financeiras que buscavam proativamente um procuração solene orientado para políticas públicas em seus estatutos.
O Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW), principal banco de desenvolvimento da Alemanha, oferece o programa “ERP Empréstimos para Digitalização e Inovação” para PMEs, permitindo empréstimos de até EUR$ 25 milhões por projeto, com taxas de juros a partir de 0,01% a.a., totalizando EUR$ 1.9 bilhões em novos compromissos somente em 2022. O Banco de Investimento Europeu disponibilizou EUR$ 31 bilhões entre 2014 e 2020 através do “InnovFin – EU Finance for Innovators” e o BID na América Latina e Caribe já apoiou mais de US$ 2 bilhões em projetos inovadores em estágio inicial em 26 países desde 1993.
Alana Peters, economista, destaca a valimento estratégica dos bancos de desenvolvimento, pois eles desempenham um papel fundamental no fornecimento de financiamento e suporte técnico a projetos inovadores. Ela ressalta que essas instituições têm uma visão de longo prazo e uma missão voltada para o desenvolvimento, permitindo que assumam riscos maiores e apoiem ideias e projetos novos que muitas vezes enfrentam dificuldades para obter recursos no mercado tradicional. Ao impulsionar a inovação, elas contribuem para o desenvolvimento econômico, a geração de empregos qualificados e a competitividade dos países, além de estimular a geração de soluções para desafios sociais e ambientais.
Perspectivas e cenário para os próximos anos
André Maieski, perito em inovação e sócio da Macke Consultoria, afirma que o projecto de neoindustrialização será fundamental para o Brasil nos próximos 4 anos. Segundo ele, a injeção bilionária no setor e a parceria com o BNDES, FINEP e Embrapii trarão mecanismos adequados para que empresas implementem seus planos de modernização e inovação dentro de um dispêndio de capital favorável.
“Todo projeto de inovação traz consigo riscos associados, a valimento de uma política industrial que promova a indução de crédito a valores mais competitivos é extremamente necessária”, finaliza o perito.



