
mulheres devem se saber mais para chegar lá
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“O menino, quando vai crescendo, consegue ter fácil aproximação ao pênis, enquanto para nós, mulheres, é um órgão completamente interno. A gente consegue sentir, mas não consegue ver. Esta requisito, tanto social uma vez que anatômica, deixa o varão com vantagens para o seu orgasmo”, ressalta Claudia.
A sexóloga clínica garantiu, entretanto, que todas as mulheres são capazes de sentir orgasmo. Segundo Claudia Petry, o varão pode chegar ao orgasmo e ter um novo orgasmo. Já a mulher consegue ter múltiplos orgasmos se continuar a ser estimulada pelo parceiro ou continuar se estimulando. A perito chamou a atenção que, nessa data em que se comemora o Dia Mundial do Orgasmo, é necessário também abordar a questão da “ditadura” do orgasmo, segundo a qual a mulher que não alcança a sensação do orgasmo não é considerada normal. O mais importante é ter uma satisfação física e emocional na relação íntima, seja consigo mesmo ou com uma parceria.
Benefícios
Entre os benefícios que o orgasmo traz para o corpo das pessoas, Claudia elencou a liberação do hormônio da felicidade, tonificação do assoalho pélvico porque acontecem contrações involuntárias, melhora do humor, subtracção da sofreguidão, melhoria da intimidade e da parceria, sensação de prazer em vários aspectos na vida.
Apesar dos benefícios, algumas mulheres podem relatar dor de cabeça em seguida o orgasmo. Quando isso ocorre, a orientação é procurar um médico que tenha um olhar para a sexualidade, para tentar entender o que está acontecendo. “É a extensão médica que vai ter esse olhar para tentar entender o porquê desse desconforto pós orgasmo”.
Ferramentas
Uma vez que o orgasmo é a resposta do índice de excitação sexual do ser humano, a mulher, principalmente, não deve permanecer preocupada se vai ter ou não orgasmo, mas trocar pensamentos limitantes e ampliar a sensação corporal, o conhecimento sobre uma vez que seu corpo responde a estímulos externos. Claudia afirmou que uma boa instrumento para a percepção do orgasmo são os vibradores, ou brinquedos eróticos. “Porque eles vêm para, justamente, colaborar com as mulheres. Porque nós temos muitas distrações cognitivas também. Por exemplo, você está no meio da relação sexual e se lembra do boleto que esqueceu de remunerar. Nós, mulheres, temos muita dificuldade de nos concentrar na nossa sensação física. E o vibratório é um supimpa recurso para que a gente se mantenha atenta ao corpo”.
Para a mulher, O Dia Mundial do Orgasmo, segundo a perito, serve para que ela possa ter esse olhar sobre si própria e entender que pode gostar de sexo, que pode ter prazer e merece isso, ao mesmo tempo que faz a invenção sobre o próprio corpo. Isso, todavia, é alguma coisa muito recente, em função do peso cultural e do machismo.
Em sexologia clínica, existe a anorgasmia, que é uma disfunção sexual feminina. São mulheres que não conseguem chegar ao orgasmo. A perito explica que dentro do protocolo, o primeiro passo para o tratamento da anorgasmia é que a mulher consiga ter um orgasmo sozinha porque, quando se está em uma interação com outra pessoa, as mulheres tendem a se preocupar mais em dar prazer para o outro do que em buscar ter prazer. A invenção individual, a partir da erotização da mente, leva essa mulher a chegar ao orgasmo.
Ósculo
De consonância com Dani Fontinele, terapeuta sexual e sexóloga clínica e membro da Associação Brasileira dos Profissionais de Saúde, Ensino e Terapia Sexual (Abrasex), o ósculo tem grande prestígio para que a mulher atinja o orgasmo. Estudo realizado pela Universidade de Barcelona aponta que o ósculo estimula a liberação de quatro neurotransmissores que geram diversas reações na mulher: a dopamina e serotonina, que aumentam o prazer; a epinefrina, que aumenta a frequência cardíaca, o tônus muscular e o suor; e a ocitocina, que gera bem-estar, afeto e crédito. Também há liberação de outras substâncias, uma vez que a feniletilamina, que eleva o libido sexual na mulher, principalmente quando se trata do primeiro ósculo, mesmo em relações diferentes. Já o óxido nítrico, que relaxa os vasos sanguíneos, provoca aumento do fluxo de sangue e, em consequência, maior excitação e sensibilidade na região genital.
“O ósculo não é exclusivamente troca de seiva, mas envolve os cinco sentidos”, disse Dani à Filial Brasil. “Quando você beija alguém, está sentindo o palato, o cheiro, tocando a pessoa, está vendo de perto. E a mulher fica muito mais envolvida nesse momento. Portanto, existe uma propensão maior dela estar ensejo para o ato sexual, para esse orgasmo”.
A perito diz que o ósculo é uma coisa íntima, devido à troca de salivas, e importante para a preservação de uniões. “Casais que têm relacionamentos longevos, com uma vida sexual satisfatória, mesmo com a idade mantêm o toque físico, íntimo, e também o ósculo”.
Prática
O orgasmo múltiplo se conquista com alguma prática. Ele é provável para todas as mulheres. Para que isso aconteça, a dica da sexóloga Dani Fontinele é mudar o incitamento. Por exemplo, se a mulher teve orgasmo com incitamento manual, deve inaugurar a praticar com um vibratório. “Toda mulher é orgástica, ou seja, pode atingir o orgasmo”. A exceção são mulheres que tenham qualquer problema biológico, fisiológico ou hormonal. Para ter um orgasmo, Dani acentuou a premência de a mulher se saber, se tocar, sem esperar que “qualquer varão salvador venha e faça por ela”. O ideal é que a mulher se conheça, veja onde gosta de ser tocada e uma vez que gosta, para mostrar isso para o parceiro, detalha.
Dani insistiu que as mulheres procurem se saber. “Peguem um espelho e se olhem. Coloquem a mão, vejam uma vez que funciona, onde é sensível, onde não é”. Se a mulher não conseguir se olhar ou se tocar, deve procurar ajuda de um ginecologista ou terapeuta sexual.
Compartilhamento
A sexóloga Natali Gutierrez destaca que quando uma mulher conhece seu próprio corpo e entende o que faz ou não faz sentido quando o tema é prazer, ela não se permite passar por encontros ruins ou trespassar com alguém que não faça aquilo que a satisfaz e que permite a ela ter orgasmos que a enchem de prazer.
O também sexólogo Renan de Paula comenta que, embora seja uma secção vital da experiência sexual humana, a prestígio do orgasmo ultrapassa o prazer físico, porque desempenha papel importante na conexão emocional entre os parceiros e, também, na promoção do bem-estar universal e até na saúde física. Para Renan de Paula, o orgasmo não deve ser o único foco do encontro sexual, mas a ênfase deve estar na jornada de prazer compartilhado, e não exclusivamente no fado.



