
MAIS DA METADE DOS MUNICÍPIOS BAIANOS ESTÃO EM DÉFICIT NAS CONTAS; UPB PLANEJA PARALIZAÇÃO
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O FPM, é a principal fonte de receita de 7 a cada 10 municípios brasileiros, sendo formado por parcelas dos recursos do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). As cidades menores são as mais dependentes dos recursos. A Bahia é o quarto estado do Brasil com maior número absoluto de municípios em déficit no primeiro semestre do ano, ficando atrás apenas de Minas Gerais (309), São Paulo (260) e Rio Grande do Sul (227). Nem todas as cidades do país fizeram parte do estudo.
Segundo a secretaria estadual da Fazenda (Sefaz-BA), a arrecadação de ICMS nos primeiros sete meses de 2023 foi 0,9% menor que a do mesmo período em 2022. Enquanto no ano passado a receita com o tributo havia somado R$ 19,93 bilhões até julho, este ano o total chegou a R$ 19,75 bilhões. A queda de receita, ainda que inferior a um ponto percentual, é ainda reflexo do impacto das leis complementares 192/22 e 194/22, patrocinadas pelo governo federal em 2022, tendo como alvo o ICMS dos estados.
“As perdas, no caso da Bahia, vêm sendo atenuadas graças a medidas adotadas para fazer face a este cenário, em especial no que diz respeito ao combate à sonegação e à modernização do fisco estadual. Como consequência destas medidas, o desempenho do fisco baiano vem superando a média dos estados: entre 2012 e 2023, a Bahia aumentou progressivamente a sua participação no total do ICMS arrecadado nacionalmente, de 4,22% para 5,11%”, diz a pasta, através de nota enviada ao jornal Correio.
Ao menos três cidades baianas já confirmaram adesão à paralisação das atividades não essenciais na próxima quarta-feira (30), como forma de protesto contra as oscilações nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A iniciativa é articulada pela União dos Municípios da Bahia (UPB).
Foto: Divulgação/Prefeitura de Amargosa



