
Para líder da oposição, vereadores da base que desejam reavaliar taxas abusivas estão constrangidos
O líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS), o vereador Augusto Vasconcelos (PCdoB), cobrou um posicionamento do Executivo municipal a respeito de uma definição sobre a situação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) cobrado em Salvador.
Em conversa com o PORTAL A TARDE, Vasconcelos disse que o prefeito Bruno Reis (União Brasil) não dá nenhum sinal de que queira resolver o problema herdado do ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) e que percebe alguns colegas seus da base do governo na CMS constrangidos por quererem dar uma resposta aos soteropolitanos, mas sem poder fazer isso para não contrariar o Palácio Tomé de Sousa.
“O prefeito não dá nenhum sinal de que quer resolver o problema. Desde o ano passado realizamos diversas audiências públicas sobre o IPTU, mas até agora não há nenhuma iniciativa para resolver a distorção da cobrança do tributo. Enquanto isso, moradores de um mesmo condomínio pagam valores até sete vezes mais caro do que outros”, apontou o vereador.
Vasconcelos disse que dentro da Câmara, para que o assunto não ganhe os holofotes das discussões da Casa, ainda que os edis da oposição cobrem recorrentemente o Executivo soteropolitano, os edis da base tentam “escamotear” o tema.
“A base do prefeito tenta escamotear o tema. Percebo um constrangimento em vários vereadores que reconhecem o problema, mas não querem se indispor com o Chefe do Executivo. Mesmo assim, vamos prosseguir na luta por um IPTU justo”, declarou o líder da oposição do Legislativo municipal.
“Bomba-relógio”
Vasconcelos alertou também, que ao não enviar à Câmara um projeto de lei que prorrogue as travas para quem tem imóvel anterior a 2013, gera uma insegurança sobre os valores que serão cobrados no próximo ano.
“Na sessão de ontem, por exemplo, voltei a questionar a situação, mas não houve resposta. Não iremos nos calar, queremos um IPTU justo que respeite a capacidade contributiva das pessoas e garanta isonomia de tratamento para imóveis com o mesmo padrão construtivo. ACM Neto deixou uma verdadeira bomba-relógio com as mudanças na legislação e queremos desarmá-la, pois a sociedade não aguenta mais tantos aumentos”, destacou Vasconcelos.
Créditos: Atarde



