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Jornalista especializado em Turismo faz duras críticas ao RN

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O jornalista Cláudio Oliva, profissional na produção de grandes reportagens sobre turismo e viagens, enviou ao DIÁRIO uma dura sátira ao Estado do Rio Grande do Setentrião, em próprio à política que esse governo desenvolve na pasta do Turismo. Oliva, que é articulista da revista Qual Viagem e do jornal Hoje em Dia – MG, critica duramente a falta de investimentos em segurança pública e infra-estrutura no Rio Grande do Setentrião. Cláudio é chancelado por mais de uma dezena de empresários que reclamam dos mesmos problemas. Confira o item a seguir:

Depois de uma crise sem precedentes no turismo mundial, em função do Coronavírus, o progressão das vacinas permitiu uma mudança radical no cenário e desde 2021, o turismo interno brasílio tem tentado restabelecer seus ganhos. Alguns estados conseguiram, outros estagnaram e outros pioraram seus índices de incremento.

Depois de dois anos de avanços, 2021 e 2022, o ano de 2023 deveria ser a salvamento para a recuperação totalidade do turismo potiguar. Mas os acontecimentos terríveis na dimensão de segurança no Rio Grande do Norte – ocorridos mormente no mês de março -, trouxeram inquietação aos empresários do setor. Com certeza, depois da Covid, o estado nordestino vive a maior crise já enfrentada no segmento turístico.

O cenário atual é extremamente reptante, com redução drástica da demanda e dos fluxos turísticos em todos os segmentos. Além da violência, o período entre abril e o final de junho, representam, naturalmente, a baixa temporada para o turismo na região. Depois dos recentes acontecimentos, o Rio Grande do Setentrião, por meio da secretaria de turismo do estado, realizou uma campanha publicitária em rede vernáculo de tv, veiculando mercantil de 30 segundos sobre as belezas turísticas do estado.

O Rio Grande do Setentrião, tem um dos mais privilegiados litorais do Brasil, com centenas de praias, lagoas, piscinas naturais, falésias, complexos de dunas, além de uma riqueza enorme no interno, com serras, rios,  cachoeiras, sítios arqueológicos e outras atrações históricas e culturais.

O governo lugar insiste em validar Natal, Pipa e São Miguel do Gostoso uma vez que se esses fossem os únicos destinos turísticos do estado, esquecendo que essa trilogia de produtos já está na prateleira das agências e operadoras há quase duas décadas, e que só apresentam movimento na altíssima temporada.

O que é preciso é fortalecer destinos menos consagrados e apostar numa maior segmentação de público, fazendo com o que o turista percorra e explore outros cantos do RN.

Os investimentos por segmento do governo do RN devem ser localizados na recuperação das estradas estaduais, principalmente as que levam a destinos turísticos. Investir fortemente na segurança pública, fazendo com que o turista se sinta seguro em consumir novamente o Rio Grande do Setentrião. Contender para que o estado consiga uma tarifa aérea mais real para o turismo interno.

Captar de vez o mercado internacional, com ampliação da oferta de voos principalmente da Europa. As tarifas aéreas de qualquer grande capital do Brasil para Natal são as mais caras atualmente. O que precisa ser feito é dar pedestal e suporte ao turismo Religioso e ao turismo de Base Comunitária.

Nós ouvimos mais de 10 empresários da região, que afirmam a falta de uma política de estado para o turismo do Rio Grande do Setentrião. O governo deve desenvolver, em conjunto com os empreendedores do turismo, formas de minimizar o fechamento de empresas e de postos de trabalho e atuar na sua retomada. Medidas para facilitar o aproximação ao crédito e a redução da fardo tributária são fundamentais para a sobrevivência das empresas e dos empregos. Veicular campanhas publicitárias em rede vernáculo, posteriormente um momento de crise de segurança é o mesmo que enxugar gelo, e mostrar incompetência pura.

Eu posso declarar tudo que escrevi, uma vez que jornalista e uma vez que consumidor

final. Nos últimos três anos passei minhas férias no estado e tenho percebido uma política de ‘blá, blá, blá’ sem nenhum resultado concreto nas políticas de turismo. Tá na hora de repensar essa política, pois o investimento em segurança é primordial para que o Setentrião não vire Morte!!!

*Cláudio Oliva é jornalista e diretor Executivo da Assimptur

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