
Entenda o que foi revelado sobre assassinatos de Marielle e Anderson depois delação de Élcio Queiroz
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Recluso desde março de 2019, Queiroz – réu de guiar o coche usado na noite do transgressão – confirmou a sua participação, além de indicar outras pessoas uma vez que coparticipantes do transgressão.
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As declarações, que foram colhidas no presídio federalista de Brasília (DF), levaram à Operação Élpis, da Polícia Federalista (PF) em conjunto com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), que cumpriu um mandado de prisão preventiva contra o ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa e sete mandados de procura e inquietação, nesta segunda-feira.
O que foi dito na delação sobre o assassínio de Marielle e Anderson
- Maxwell seguia os passos de Marielle, se desfez de armas e levou o coche utilizado no transgressão para desmanche;
- Ronnie Lessa foi de trajo quem disparou os tiros que mataram Marielle e Anderson.
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Em seu testemunho, Élcio Queiroz afirmou que Ronnie Lessa – sargento reformado que, assim uma vez que ele, está recluso desde março de 2019 – foi o responsável dos disparos que mataram Anderson e Marielle, depois a vereadora participar de um evento na Vivenda das Pretas, no bairro carioca da Lapa.
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Socióloga e rabino em Governo Pública, Marielle Franco era vereadora do Rio de Janeiro. Ela foi assassinada em 14 de março de 2018 em um atentado ao coche onde ela estava; 13 tiros atingiram o veículo
Crédito: Reprodução/Instagram -

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Anderson Gomes, motorista do coche que levava Marielle, também morreu no atentado
Crédito: Reprodução/Facebook -

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Ronnie Lessa e Élcio Queiroz são os acusados do assassínio de Marielle Franco e Anderson Gomes
Crédito: Foto: Tomaz Silva/ Escritório Brasil -

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A Justiça brasileira segue na procura pelos mandantes do assassínio da vereadora
Crédito: Reprodução/Instagram -

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Uma estátua de Marielle Franco foi inaugurada na Rossio Mário Lago, no núcleo da capital fluminense
Crédito: Divulgação/Instituição Marielle Franco -

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Marielle era presidente da Percentagem da Mulher na Câmara; segundo o Instituto Marielle Franco, ela iniciou sua militância em direitos humanos depois ingressar no pré-vestibular comunitário e perder uma amiga, vítima de projéctil perdida, num troada entre policiais e traficantes no Multíplice da Maré
Crédito: Reprodução/Instagram -

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A mana de Marielle, Anielle Franco, é ministra da Paridade Racional do Brasil do governo Lula
Crédito: Reprodução/Instagram -

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Marielle Franco era casada com a também vereadora Monica Benicio
Crédito: Reprodução/Instagram
Élcio narrou também a participação de um terceiro tipo, o ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa.
Divulgado uma vez que Suel, ele fazia “campana” seguindo os passados de Marielle, e ainda teria ajudado a esconder armas de Ronnie Lessa e levado o coche utilizado na noite do transgressão para um desmanche. O ex-bombeiro já havia sido recluso, em junho de 2020, por obstrução de Justiça, réu de atrapalhar as investigações da morte da vereadora e do motorista, mas cumpria a pena em regime domiciliar.
“Maxwell auxilia no transgressão tanto antes, na manutenção e guarda do coche, na vigilância da vereadora. Posteriormente o transgressão, ele auxilia os executores a trocar as placas do veículo, auxilia também ao contatar a pessoa que foi responsável por se desfazer do coche. E Maxwell era quem auxiliava na manutenção da família do Élcio. Ele vinha auxiliando os executores a se eximirem da sua participação do transgressão. Ele solto continuaria a se desfazer de provas, com indícios de movimento do Maxwell em atividades de organização criminosa”, disse o promotor Eduardo Morais.
“Conseguimos, em um trabalho conjunto com o MP, exaurir e estabelecer com muita precisão, e com lastro probatório muito importante e firme, uma vez que foi aquele dia 14 de março de 2018”, disse o superintendente regional da PF, Leandro Almada da Costa, em entrevista coletiva, no Rio de Janeiro.
O superintendente ainda disse que, com a delação, “um pacto de silêncio foi rompido” com a delação.
O transgressão remontado
- Ronnie pesquisou CPF e endereço de Marielle e sua filha dois dias antes do assassínio;
- Delator detalhou rota de fuga, com pedido de táxi feito pelo irmão de Ronnie Lessa, que foi rastreado pela PF.
Um ponto importante de progresso do caso revelado nesta segunda-feira (24) foi que os investigadores descobriram que Ronnie Lessa fez pesquisas sobre o CPF e endereço da vereadora Marielle Franco e sua filha Luyara Franco dois dias antes do transgressão. Essa pesquisa foi feita de um site privado de pesquisas de crédito.
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“Esse trajo não tinha sido explorado pela persecução penal, é um trajo que foi colhido pelo Ministério Publico e trabalhado em conjunto e quando apresentado ao colaborador de trajo foi um incentivo a sua colaboração”, disse o procurador da PF, Guilhermo Catramby sobre a negociação para Élcio topar a delação.
Segundo a investigação, às 12h do dia 14 de março de 2018, por meio de aplicativo de mensagens, Ronnie convida Élcio Queiroz para sua residência, no condomínio Vivendas da Barra.
No sítio, Élcio avista Ronnie com uma bolsa. Em seguida, relata o procurador, ambos embarcam no Chevrolet Cobalt prata em direção à Vivenda das Pretas, no bairro da Lapa, onde Marielle participava de um evento com tema “Mulheres negras movendo estruturas”.

Ao chegar no sítio, Ronnie Lessa passou para o banco de trás, onde se equipou com as armas. Quando a vereadora deixa o evento em um coche dirigido pelo motorista Anderson Gomes e acompanhada de sua assessora Fernanda Chaves, “ambos seguiram, emparelharam e aí nós sabemos o que aconteceu”, disse Catramby.
Por volta das 21h, o coche de Marielle é alvejado com 13 tiros de uma submetralhadora HK MP5. Marielle foi atingida por quatro tiros na cabeça e Anderson, por três. Os dois morreram no sítio. Fernanda não foi atingida, mas ficou ferida pelos estilhaços.
Posteriormente cometerem o transgressão, ambos tomaram o aproximação à Avenida Brasil e seguiram pela Risco Amarela até o Méier. Interfonaram para o irmão de Ronnie, Denis Lessa, entregaram-lhe a bolsa contendo os equipamentos utilizados no transgressão e pediram que Denis chamasse um táxi para ambos até a Barra da Tijuca. Na Barra, eles embarcam no coche de Ronnie, religaram seus celulares e seguiram para um bar.
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“A rota de fuga ele [Élcio] detalha com minúcias. Ambos seguiram o trecho da [Avenida] Leopoldina, pegaram o aproximação da Avenida Brasil, dali foram para a Risco Amarela, desceram na última saída da Risco Amarela em direção ao Méier. De lá, pararam o veículo na mansão de Ronnie Lessa, interfonaram para o irmão Denis Lessa, entregaram-lhe a bolsa contendo os apetrechos usados no transgressão”, descreveu o procurador Catramby.
“A partir disso, Ronnie solicita que seu irmão chame um táxi. E aí [temos] nosso elemento de corroboração mais preciso e mais contundente. Conseguimos junto à corporação de táxi o rastreamento dessa corrida de ambos, do Méier até a Barra da Tijuca, sítio no qual eles embarcam novamente no coche de Ronnie Lessa, ativam seus celulares e seguem logo para o [restaurante] Resenha”, completou.
O promotor Eduardo Morais ainda acrescentou que o assassínio de Marielle foi motivado pelas “causas defendidas” pela vereadora, às quais Ronnie Lessa tinha “ojeriza”. Ele não exclui outras motivações.

“O transgressão foi praticado por conta, também, das causas defendidas por Marielle. Isso não exclui outras motivações. Não exclui o trajo de que Ronnie tinha ojeriza às causas defendidas por ela, isso está na primeira denúncia e permanece”, disse.
Os próximos passos da investigação
- Foco em quem são os mandantes do transgressão;
- O envolvimento das milícias do Rio de Janeiro.
Em outra coletiva de prensa, mais cedo, o ministro da Justiça, Flávio Dino, disse que agora a investigação mudou de patamar e terá uma vez que novo foco os mandantes do transgressão.
“A investigação agora se conclui em relação ao patamar da realização e há elementos para um novo patamar, qual seja investigação dos mandantes do transgressão. Naturalmente, há aspectos que ainda estão em sigilo de Justiça”, declarou o ministro.
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O ministro reiterou que as investigações continuam em franco, e que a operação da PF e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) desta segunda-feira marca o término de uma lanço do processo investigativo.
“Nas próximas semanas, provavelmente haverá novas operações derivadas desse conjunto de provas colhidas hoje”, acrescentou o ministro.
Dino ainda disse que “é indiscutível” o envolvimento das milícias do Rio de Janeiro no caso, “até onde vai isso, as novas etapas vão revelar”.
“Sem incerteza, há a participação de outras pessoas, isso é indiscutível. As investigações mostram a participação das milícias e do transgressão organizado do Rio de Janeiro no transgressão”, disse o ministro da Justiça, dizendo que “não há transgressão perfeito”.
“Os fatos até agora revelados e as novas provas colhidas indicam isto, que há potente vinculação desses homicídios, mormente o da vereadora Marielle, com atuação das milícias e do transgressão organizado no Rio de Janeiro. Isto é indiscutível. Até onde vai isso? As novas etapas vão revelar”, completou.


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