Política

Veja quem são os deputados baianos que se declaram negros, mas 1/3 mudou cor de pele

Mudanças acontecem após TSE definir maiores repasses de recursos e mais tempo de TV para candidaturas negras

Os deputados que se autodeclararam como negros representam mais da metade da bancada baiana eleita para compor a Câmara em 2023. Dos 39 integrantes, 20 se consideram pardos ou pretos. Em comparação com o pleito passado, em 2018, são duas cadeiras a mais para o grupo.

Apesar do aumento, um levantamento realizado pelo Metro1 constatou que cinco políticos baianos eleitos para integrar o parlamento no ano que vem mudaram as suas declarações de cor e se revelaram negros – quase 30%.

Os deputados são: Félix Mendonça (PDT), Elmar Nascimento (UNIÃO), Cláudio Cajado (PP), Alice Portugal (PCdoB) e José Rocha (PL). Os cinco se declararam pardos nas suas candidaturas este ano, apesar de constarem como brancos nas disputas passadas.

Atrelado a isso, está o surgimento de iniciativas que visam incentivar a representatividade na política – uma espécie de cotas. Em 2020, o TSE definiu que os repasses do Fundão Eleitoral a negros e mulheres deveriam valer o dobro no cálculo da distribuição dos recursos e que o tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV seria proporcional ao número de candidaturas negras por partidos. A regra passou a valer nas eleições deste ano.

A mudança de autodeclaração de raça/cor chegou a gerar uma polêmica envolvendo o candidato ao governo do estado, ACM Neto (UNIÃO), que repercutiu nacionalmente. Ele se declarou pardo, então teve acesso aos direitos da cota para negros, o que muita gente questionou.

Em relação a 2018, há um fato curioso: Jorge Solla (PT) havia, à época, se autodeclarado pardo. Este ano, registrou-se como branco.

Veja a lista dos deputados federais que se autodeclaram negros na eleição de 2022:

  1. Félix Mendonça (PDT): branco em 2018 – pardo em 2022
  2. Elmar Nascimento (UNIÃO): branco em 2018 – pardo em 2022
  3. Cláudio Cajado (PP): branco em 2018 – pardo em 2022
  4. Alice Portugal (PCdoB): branca em 2018 – parda em 2022
  5. José Rocha (PL): branco em 2018 – pardo em 2022
  6. Antônio Brito (PSD) – preto
  7. Netto Carleto (PP) – pardo
  8. Leonardo Prates (PDT) – pardo
  9. Daniel (PCdoB) – pardo
  10. Márcio Marinho (Republicanos) – preto
  11. Sergio Brito(PSD) – pardo
  12. Waldenor Pereira (PT) – preto
  13. Lídice da Mata (PSB) – parda
  14. Ivoneide Caetano (PT) – parda
  15. Joseildo Ramos (PT) – pardo
  16. Capitão Alden (PL) – pardo
  17. Valmir Assunção (PT) – preto
  18. Leur Lomanto Jr (UNIÃO) – pardo
  19. Pastor Sargento Isidório (Avante) – preto
  20. Raimundo Costa (Podemos) – pardo

2018:

  1. Pastor Sargento Isidório (Avante) – preto
  2. Jorge Solla (PT) – se autodeclarou como pardo em 2018 e branco em 2022
  3. Afonso Florence (PT)
  4. Antônio Brito (PSD) – preto
  5. Caetano (PT) – pardo
  6. Waldenor Pereira (PT) – pardo
  7. Walmir Assunção (PT) – preto
  8. Josias Gomes (PT) – pardo
  9. Daniel (PCdoB) – pardo
  10. Sérgio Brito (PSD) – pardo
  11. Lídice da Mata (PSB) – parda
  12. Pelegrino (PT) – pardo
  13. Márcio Marinho (PRB) – preto
  14. Leur Lomanto Jr (UNIÃO) – pardo
  15. Uldúrico Júnior (MDB) – pardo
  16. Igor Kannário (UNIÃO) – pardo
  17. Pastor Abílio Santana (PSC) – preto
  18. Raimundo Costa (Podemos) – pardo

créditos: Metro1

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