
da seleção brasileira à pesquisa sobre futebol feminino
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Aos 11 anos já começava suas primeiras vivências no campo. Mas foi com 14 anos que a profissionalização se iniciou. O processo foi permeado de desafios, aprendizagem, dores, saudades e muitas conquistas em 20 anos de curso.
Com passagens pela seleção brasileira e em diversos times de futebol feminino no Brasil e na Europa, Marina Aggio (41), hoje em dia, ocupa outro tipo de campo, o da sala de lição.
Ela é professora no curso de Ensino Física do Meio Universitário Internacional (Uninter), pesquisadora e palestrante sobre futebol feminino e relação de gênero no esporte e, também atua uma vez que asessora no Departamento de Esportes e Lazer de Iretama (PR).
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Desafios no futebol feminino
Marina começou o processo de profissionalização no futebol feminino por volta dos 14 anos, quando tinha que transladar 60km de Iretama (PR) para Campo Mourão (PR).
Era somente ela em meio a 150 meninos. O envolvente predominantemente masculino não impediu a jovem de continuar a treinar e jogar. Ela conta que sempre houve reverência em lar, e que ela trazia esse vista para outros espaços, “nunca permiti desrespeito”.
Um dos grandes desafios para as mulheres no futebol, destaca Marina, é o preconceito. Por muito tempo a prática foi proibida de ser vivenciada por mulheres no país e isso reflete na forma uma vez que a sociedade lida com o futebol hoje em dia, argumenta Marina.
Crédito: Registro.
No seu caso, ela conta que sempre teve o escora da família e isso foi fundamental para que ela pudesse continuar e edificar sua curso no esporte.
Trespassar de lar muito cedo, viver longe da família e conviver com a saudade dos seus, foram situações desafiadoras nesses anos de jogadora profissional para a paranaense.
“Eu diria para as Marinas que jogam futebol feminino hoje, que o caminho é muito difícil, existe muita saudade, muitos desafios, muitas dores, abdicações. Abdicamos de muitas coisas quando partimos para o mundo do cimalha rendimento. Mas vale muito a pena”.
Marina Toscano Aggio, ex-jogadora de futebol, professora e pesquisadora
Outro ponto que ela destaca foi a procura por locais que tivessem uma boa estrutura de treinamento, que pudesse manter seu cimalha rendimento no esporte.
Crédito: Registro.
Ao longo de seus 20 anos de curso profissional no futebol, ela passou tanto por times brasileiros quanto por clubes europeus. Na Europa foram seis anos jogando na Suécia e na Itália.
Entre os grandes aprendizados que Marina relata está a troca cultural e a oportunidade de comprar diversas vivências e saber pessoas a partir do futebol.
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Seleção Brasileira
Com 29 passagens pela seleção brasileira, Marina já entrou em campo com grandes nomes do futebol feminino do Brasil uma vez que Marta, Formiga e Debinha.
Em 2010, ela conquistou o título do Campeonato Sul-Americano junto com suas colegas da seleção.
Crédito: Registro.
“Há muito orgulho em simbolizar a seleção brasileira, mas junto a isso é necessário sabedoria em mourejar com as emoções que vão surgindo por estar nesse lugar, entre as melhores do país”, afirma Marina.
A ex-jogadora conta que há uma ordenado verificação com a equipe masculina de futebol, uma vez que eles conquistaram cinco títulos mundias e elas ainda não.
Quanto a isso, ela é enfática “cada um tem sua história, o futebol feminino tem a sua e o masculino outra”.
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Títulos conquistados por Marina Aggio
Confira os títulos conquistados por Marina Aggio no futebol feminino:
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Campeonato Brasílio (2014) -
Despensa do Brasil (2011 e 2014)
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Campeonato Paulista (2013, segundo semestre.)
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Vice-campeonato Italiano (2012)
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Vice-campeonato da Despensa Itália (2012/2013, primeiro semestre)
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Campeonato Sulamericano (2010)
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Campeonato Paranaense (4 títulos, sendo 2008, 2009, 2010 e 2011)
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Campeonato Sueco Série B (2007)
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Campeonato Mineiro (2002)
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Campeã Paulista de Society (2002)
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Do campo para a sala de lição
Quando Marina parou de jogar futebol, em 2014, ela havia conquistado a tríplice grinalda, formada pelos títulos do Brasileirão, a Despensa do Brasil e o Campeonato Paulista.
Marina decide continuar no universo do futebol feminino, agora sob a perspectiva da docência. Atualmente ela atua uma vez que professora de Ensino Física na Uninter.
Ela relata que ao contrário da maioria de suas colegas atletas, durante a rotina de treinamento ela conciliava seus estudos na graduação e pós-graduação. Se preparava para ser professora.
“Saí do esporte de cimalha rendimento em que eu era reconhecida e fui para a docência, onde tive que me reconstruir enquanto docente. Até hoje trabalho com a formação continuada. Justamente para eu continuar me aprofundando na pesquisa sobre futebol feminino. Falo de gênero, da dificuldade em atingir isenção no futebol feminino, mas falo da história.”
Marina Toscano Aggio, ex-jogadora de futebol, professora e pesquisadora
A educadora defende que as pessoas precisam compreender a história do futebol feminino para enteder a relação da mulher com o futebol na atualidade.
Crédio: Ror Uninter.
“Sou muito feliz sendo professora, porque eu consigo dividir a prática que tive de 20 anos com a teoria que trabalho. Sou muito grata ao esporte. E ainda ao que eu posso fazer pelo esporte. Hoje eu não estou dentro das quatro linhas, optei por não ser treinadora, supervisora… entendi que eu tinha que ser professora”.
Marina Toscano Aggio, ex-jogadora de futebol, professora e pesquisadora
Toda essa bagagem uma vez que jogadora de futebol enriquece seu processo enquanto profissional da instrução na universidade. “Trabalho na vertente de exergar o cenário do campo e extracampo do treinamento esportivo”.
Um de seus cuidados enquanto educadora é trabalhar o olhar crítico que as e os profissionais da Ensino Física devem ter quanto ao futebol feminino.
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Despensa do Mundo Feminina 2023
A Despensa do Mundo Feminina 2023 começou hoje (20) e segue até o dia 20 de agosto. Pela primeira vez o campeonato é sediado por dois países, Austrália e Novidade Zelândia. Outra novidade é a participação de 32 seleções no torneio.
Marina Aggio reforça a preço de eventos uma vez que a Despensa do Mundo Feminina, já que são transmitidos em rede pátrio. O dimensionamento da audiência pode direcionar meninas e mulheres que se interessem por futebol a praticar a modalidade, defende a ex-jogadora.
O futebol foi proibido para mulheres no Brasil por 40 anos, enfatiza. Esse indumentária, que provoca uma construção cultural, reflete na forma uma vez que a sociedade brasileira lida com a relação entre mulher e futebol hoje em dia, argumenta a pesquisadora.
Crédito: Registro Pessoal.
Quando grandes eventos esportivos uma vez que é o caso da Despensa do Mundo Feminina surgem em rede pátrio há um processo que tende a declarar que o futebol também é procedente para as mulheres. Isso pode provocar uma maior paridade e isenção na participação feminina no futebol.
A partir do momento que a TV começa a mostrar isso de uma outra forma, outro ângulo, ocorre um processo de normalização. Na perspectiva de Marina, é importante as mulheres praticarem o futebol do jeito que elas sabem, por isso o esporte pode ser um espaço de lazer e fruição para elas.
Entender que o futebol também é procedente para mulheres é ir em prol da promoção de paridade e isenção. Para que meninas e mulheres possam praticar futebol sem receios e preconceitos, defende a professora.
A pesquisadora pontua alguns desafios a serem enfrentado tal uma vez que o fortalecimento das categorias de base nos clubes para as meninas, mais calendários esportivos ao longo dos anos para as equipes e mais mulheres ocupando espaços administrativos, pedagógicos e técnicos no futebol.
É necessário solidar o futebol feminino enquanto resultado mercantil, que gera renda, numerário e seja envolvido de publicidade e mídias sociais, acredita Aggio.
Por Lucas Afonso
Jornalista



