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Cielo (CIEL3): resultado não anima, com volumes menores, e ações caem poderoso; executivos falam em lucrar mercado

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Analistas já esperavam dados não tão empolgantes da Cielo (CIEL3) para o segundo trimestre de 2023 (2T23) – e a expectativa se confirmou. Os números foram considerados fracos, não sendo um catalisador para uma ação que já carecia de triggers de pequeno prazo. Com isso, às 10h11 (horário de Brasília) desta terça-feira (2), as ações caíam 6,38%, a R$ 4,41.

A adquirente registrou lucro líquido recorrente de R$ 486 milhões no 2T23, um prolongamento de 26,8% frente a mesma lanço do ano pretérito.

A Genial Investimentos apontou que o lucro ficou praticamente em risca com as suas estimativas de R$ 492 milhões (um valor unicamente 1,3% menor), apresentando um prolongamento de 10,2% no trimestre e 26 no ano, sendo o 8º trimestre seguido de expansão anual do lucro líquido recorrente, além de atingir uma rentabilidade (ROE) de 17,0% (+1,1 ponto no trimestre e +2,2 pontos no ano). Já o lucro reportado, ficou em R$ 709 milhões versus R$ 722 milhões de suas estimativas, beneficiado pelo impacto inacreditável do imposto sobre serviços (ISS) no montante de R$ 223 milhões.

Assim porquê esperavam os analistas da vivenda, a empresa apresentou uma poderoso evolução nas margens, impulsionado pelo melhor take rate ( proveito obtido com cada transação, receita com pré-pagamento/ volume financeiro transacionado) das operações que ficou em 1,16%,  impulsionado em secção pelo processo de reprecificação dos produtos e a novidade regra do intercâmbio para o pré-pago que entrou em vigor no 2T23.

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Por outro lado, o volume financeiro transacionado (TPV) ficou muito aquém das suas expectativas, apresentando uma queda trimestral e anual de -2,6% frente o 1T23 e -11,4% na base anual, revérbero da perda de clientes no período e um cenário macroeconômico ainda reptador.

“Apesar do grande progresso na precificação e penetração de produtos de pré-pagamento, os volumes foram muito fracos, levantando dúvidas em torno de uma robusta recuperação esse ano, principalmente se a competição inaugurar a acirrar no rentável meio da pirâmide de clientes com uma guerra de preços”, avalia a Genial.

Rentável, mas perdendo volume

A Cateno também reportou volume financeiro fracos com prolongamento de unicamente 2% frente o 2T22, levando a uma desaceleração da expansão do lucro de 34% frente o 1T23 para 15,9% na base anual agora no 2T23 alcançando R$ 284 milhões.

Os analistas acreditam que o preço de mercado da Cielo reflete um pessimismo do momento de mercado, deixando assim o valuation atrativo – CIEL3 negocia a atraentes 5,95 vezes o Preço sobre Lucro (P/L) esperado para 2023 e 5,11 vezes o P/L esperado para 2024.

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“Mas sem nenhum gatilho de pequeno prazo e volumes muito mais fracos, estamos com receio de que a competição aumente. Por tanto, apesar dos múltiplos atraentes, estamos rebaixando nossa recomendação de compra para manter, reduzindo nosso preço cândido de R$ 5,65 para R$ 5,15”, avalia a Genial.

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O Credit Suisse também avaliou que os resultado da Cielo vieram fracos, com a receita líquida 5% aquém do consenso (com TPV fraco), enquanto os custos operacionais aumentaram, levando a um número aquém do esperado de 3% no lucro antes juros, impostos, menoscabo e amortização (Ebitda, na {sigla} em inglês). O Ebitda recorrente totalizou R$ 1,045 bilhão no 2T23, um prolongamento de 14,3% em relação ao 2T22.

Do lado positivo, os resultados financeiros foram impulsionados por fortes receitas de pré-pagamento (+64% frente o 2T22).

“No universal, acreditamos que, apesar do valuation descontado, mas com os números indicando um prolongamento menor da indústria de cartão e maior competição levando a um fraco desempenho operacional, os investidores devem continuar neutros em relação ao papel”, avaliam os analistas do banco suíço.

O Itaú BBA vê resultados mornos no 2T23, conforme o esperado, também ressaltando a combinação de poderoso queda de TPV e maiores despesas, que é particularmente preocupante para a companhia no segundo semestre (e provavelmente para todas as empresas da indústria).

“O Yield aumentou menos do que o esperado e pode ter atingido o pico no segundo trimestre. Cateno também apresentou volumes menores, compensados pelas margens. Entendemos que hoje o nome está muito precificado a 7,5 vezes o preço sobre o lucro esperado para 2024, sem catalisadores de pequeno prazo”, avalia o BBA.

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Executivos da Cielo falam sobre recuo – e reação

Em teleconferência com jornalistas, o recuo dos volumes da Cielo foi destaque entre as perguntas. A companhia, já há qualquer tempo, vem defendendo que tem foco em manter sua rentabilidade – mas sofre também pressão de concorrentes, que aparentemente, de tratado com executivos da adquirente, aceitam trabalhar com margens menores ou até mesmo deficitárias.

“No primeiro semestre, passamos por readequação de preços, de olho no macro, nos custos e no valor associado nos nossos produtos. Essa readequação demonstra que estamos em um bom nível de racionalidade. Nós mantemos esse ponto”, falou Estanislau Bassols, diretor executivo (CEO).

Indo mais longe, Bassols defendeu que, no pretérito, a Cielo já teve de encarar outros players trabalhando de forma não rentável e ganhando market share, mas que, na história, os clientes acabam voltando.

Fora isso, a companhia também destaca a dificuldade em entender o recuo causado pelo momento macroeconômico, que inibe transações, do assédio de concorrentes.

De toda a forma, a Cielo pretende reagir. A companhia vai contratar mais de milénio pessoas para atuarem no segmento de varejo, com foco principalmente  nos clientes menores, onde vem sofrendo mais.

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” Quando levamos esteio mercantil e logístico para os parceiros, temos produtividade superior do que aquilo que temos no vendedor porta a porta. Isso nos levou a expandir nossa força mercantil, com a visão de que vamos ter um diferencial”, comentou Bassols. “Não mudamos, no entanto, a nossa procura por eficiência e por rentabilidade. Temos esse compromisso”.

Quanto às margens, os diretores afirmaram que a expansão é significativa, sendo que a Cielo tem hoje 2500 funcionários “na rua”. “Temos a primeira vaga de contratação de 400 pessoas e depois temos outras. A sofreguidão é que conseguirmos lucrar o market share que desejamos. As contratações ainda não estão  nos gastos neste trimestre e devem, sim, tarar um pouco nos próximos. Mas temos trabalhado em rentabilidade”, falou Filipe Oliveira, diretor financeiro (CFO).

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