CASO VACINA DE BOLSONARO: EX- AJUDANTE DE ORDENS MAURO CID NÃO AGIU SOZINHO, DIZ PF
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A fraude no cartão de vacina de Bolsonaro ganhou novas informações na manhã dessa segunda feira (15).
A Polícia Federalista chegou a epílogo que o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, que está recluso, não atuou sozinho e vê indícios de associação criminosa na trama que envolve o macróbio mandatário.
Segundo reportagem do Jornal O Mundo, com o progressão da apuração, a PF aponta porquê principal elemento que mostra o conhecimento de Bolsonaro a troca no e-mail vinculado à conta dele no aplicativo ConecteSUS no termo do governo — a gestão passou do tenente-coronel para Marcelo Costa Câmara, facilitar que seguiu ao lado do encarregado pós-Presidência.
O trajo deve ser usado para confrontar uma eventual versão de que Cid agiu sozinho, sem a consentimento do ex-presidente. O militar, que vai prestar testemunho na quinta-feira, tem sido aconselhado a assumir a própria culpa — Bolsonaro, por sua vez, será ouvido amanhã. O ex-ajudante de ordens também está envolvido em outros casos que podem salpicar no macróbio ocupante do Palácio do Planalto e em seus parentes. Mensagens reveladas pelo portal Uol e obtidas pelo GLOBO, trocadas entre Cid e duas logo assessoras de Michelle Bolsonaro, indicam a existência de uma orientação para que as despesas da ex-primeira-dama fossem pagas em verba vivo. Há nas conversas também o temor de que o incidente, se revelado, fosse interpretado porquê um esquema de “rachadinha”, a exemplo da investigação que atingiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em outra frente derivada da quebra de sigilo, as mensagens de Cid revelaram uma atuação ativa na pronunciação do suposto esquema de falsificação dos documentos de imunização, segundo a PF. Dados falsos dele, de sua esposa e filhas também foram inseridos no sistema da Saúde, segundo investigadores, o que o torna beneficiário das fraudes apuradas. Outro braço da ação ocorreu em direção ao ex-presidente.
Foto: Caio Rocha/iShoot/Dependência O Mundo



