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Bahia, Brasil, Gregório de Matos e chatGPT

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Ao largo os navios lusitanos
desembarcavam com segundas intenções.
O luso pleno de planos
trazia pólvora,  chumbo e canhões.

Durante esse ciclo
de usurpação das terras
criaram a cartografia
de Cabrália a Gamboa
de Itacaré ao Morro de São Paulo
em nome da Santa Igreja.
E da Diadema.

E para escamotear o saque,
mitigar a usurpação
e o estupro
de índias e crianças;
minimizar da consciência
a síndrome da dor
decidiram – em bom português
nomear a capital do Novo Mundo:
Salvador!

E aí chegaram os negros
acorrentados de Angola,
Guiné Bissau e Açores.
Nossa pátria mal começava
o seu teatro de horrores.

Esse Recôncavo Baiano ficou pulverizado
de corsários, piratas
e patifes em naus
vindos de todos os quadrantes:
Holanda, Inglaterra, França
Espanha e escambaus…

Vinham buscar a madeira
que soltava uma cor vermelha
de ótimo uso nas construções
do velho mundo ocidental
sem licença, outorga, recibo
ou nota fiscal.

Poderia ortografar sobre
os séculos seguintes
do ciclo do açúcar,
do mancheia ao do cacau;
dos mandos e leis dos governos
com seus decretos e atos
detalhados
com riqueza e picardia,
mas porquê existiu
Gregório  de Matos
tudo já foi escrito
contra a literatura solene.
Deixo – portanto – porquê registro
– o dito pelo não dito –
e ao ChatGPT
com sua
Lucidez Sintético.

Morro de Sao Paulo, Bahia, 10 de junho 2023

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